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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Deputado Lindomar Garçon pede a Lula apoio pela aprovação da PEC/300 e 308 em visita a Usina de Jirau



O deputado federal Lindomar Garçon foi cumprimentado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva em meio à multidão e na oportunidade pediu ao presidente que liberasse a base aliada do governo para aprovação da segunda votação da PEC/300 que beneficia as Policiais de todo Brasil, tanto a Militar, Civil e Bombeiro Militar e pela aprovação da PEC/308 que eleva a categoria de agentes penitenciária para a polícia penitenciária. O deputado Lindomar Garçon é um dos coordenadores Nacional, da frente das duas PECs, e está imbuído pela sua aprovação.


Durante a visita do presidente Lula, a vila de Nova Mutum, Lindomar Garçon, pediu que ajudasse estas categoria, pois a tempo eles reivindicam estes benefícios. Lula comprometeu em falar com seu líder, deputado federal Cândido Vacareza, (PT), para liberar a bancada, em votar a favor dessas proposituras. Por sua vez o presidente da Câmara, Michel Temer, (PMDB) encaminhou um telegrama ao deputado federal Lindomar Garçon, dando garantia, que se houver quorum e acordo, a PEC/300 e PEC/308 será votada nos dias 17 e 18 de agosto. “Será um esforço concentrado, haverá sessão pela manhã, tarde e ser necessário à noite”, diz Lindomar Garçon.


O deputado Lindomar Garçon, responsável pela mobilização das PEC/300 e 308 no estado pede tanto as policias quanto aos agentes penitenciários que enviem e-mails aos parlamentares de todo Brasil solicitando apoio, e assim veremos essa proposta aprovadas.


Autor: Assessoria


Esforço para votar MPs e PEC 300

Em meio à campanha eleitoral, os deputados voltam à Câmara para participar de seis sessões na próxima semana, no que promete ser o último esforço concentrado até as eleições de outubro. A pauta, definida na última semana, é a mesma para terça, quarta e quinta-feiras. Está prevista a votação de três medidas provisórias e o segundo turno da PEC 300, que institui o piso salarial nacional para policiais civis e militares e bombeiros dos estados. No entanto, obstrução feita pelos partidos de oposição pode prejudicar o andamento da pauta.
O governo quer votar as três MPs. Em especial a Medida Provisória 487/10, que perde a eficácia em 5 de setembro. E é nela que reside a polêmica. A MP trata de três temas, sendo que o mais importante é a transferência de R$ 80 bilhões do Tesouro Nacional para o BNDES. O banco já havia recebido R$ 44 bilhões em 2009, por meio da MP 465. Nos dois casos, segundo o governo, o objetivo é ampliar o limite de financiamentos de projetos de longo prazo do setor privado.
Segundo a Agência Câmara, o Palácio do Planalto argumentou que a primeira MP não foi suficiente para atender às demandas das empresas. Os desembolsos do BNDES cresceram 38% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2009. O aporte será feito por meio da entrega de uma carteira de títulos ao banco. De posse deles, a instituição poderá revendê-los no mercado, levantando recursos novos. Para os oposicionistas, o problema está nessa operação, que embutiria custos fiscais elevados – com aumento da dívida bruta do governo, hoje em 60% do PIB —, além de não ter a transparência necessária ao monitoramento das contas públicas.
“Esse é um artifício que o governo vem usando para criar dinheiro: capitaliza o BNDES, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil com títulos da dívida pública. Com isso, evidentemente, aquece a economia, mas esses títulos precisarão ser resgatados, o que representará um problema para o próximo governo”, disse o líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), à Agência Câmara. A briga entre base e oposição não para aí. Os oposicionistas querem uma moeda de troca. Aceitam votar a MP 487 caso o governo coloque em pauta a Emenda 29, que destina recursos para a saúde. Até agora, governistas não demonstraram intenção de levar o texto ao plenário.
Copa e jogos olímpicos
O esforço concentrado estava previsto inicialmente para acontecer em setembro. No entanto, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), decidiu antecipar por conta do prazo de validade das medidas provisórias. Além da MP 487/10, há a MP 488/10, que autoriza a União a criar a Empresa Brasileira de Legado Esportivo S.A. - a "Brasil 2016". Vinculada ao Ministério do Esporte, a nova empresa terá sede e foro no município do Rio de Janeiro, podendo manter escritórios em outras unidades da Federação, para a consecução de seu objeto social. Ela terá seu capital social representado por ações ordinárias nominativas, integralmente sob a propriedade da União. A integralização do capital será realizada com recursos do Orçamento. A empresa será constituída por assembleia geral de acionistas a ser convocada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
A terceira MP na pauta é a 489/10, que autoriza a União a integrar, na forma de consórcio público de regime especial, a Autoridade Pública Olímpica (APO), entidade coordenadora das ações governamentais dirigidas aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Participam do consórcio o governo do Rio de Janeiro e a prefeitura do Rio de Janeiro. A medida provisória flexibiliza os procedimentos da Lei das Licitações (Lei nº 8.666/93), ao propor um regime específico para a aquisição de bens e a contratação de obras e serviços, inclusive de engenharia e na infraestrutura aeroportuária, visando, além das competições de 2016, a Copa do Mundo de 2014. Segundo o governo, as medidas são necessárias para evitar atrasos.

PEC 300
O primeiro turno da PEC 300 foi aprovado pela Câmara em 6 de julho, após quatro meses de discussões do texto-base. Foram 349 votos favoráveis, nenhum contra e nenhuma abstenção. Pela proposta, não haverá valor do salário na Constituição. Além disso, o piso salarial e o fundo que vai garantir o benefício serão definidos em lei complementar, a ser enviada ao Congresso em até 180 dias após a promulgação da emenda.
Originalmente, a proposta previa o piso salarial provisório a policiais e bombeiros militares, de R$ 3,5 mil para praças e R$ 7 mil para oficiais. O deputado Paes de Lira (PTC-SP) chegou a apresentar uma questão de ordem para que a proposta original fosse a voto. Apresentada para beneficiar mais de 700 mil policiais e bombeiros, a PEC 300 colocou em saia justa os principais partidos políticos. Tanto o governo federal quanto os governos estaduais faziam restrições à proposta em razão do seu elevado impacto fiscal, estimado em mais de R$ 3,5 bilhões por ano.

Fonte:http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=brasil_mundo&cod=8920

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Procurador investiga acordo entre Ana e Duciomar

O procurador eleitoral Daniel Azeredo Avelino decidiu abrir investigação para apurar se houve crime eleitoral no acordo assinado entre a governadora Ana Júlia Carepa e o prefeito de Belém, Duciomar Costa para pagamento da cota-parte do ICMS que o Estado deve ao Município e que foi suspenso há dez anos.
Avelino tomou a iniciativa depois de ler a matéria de ontem do DIÁRIO contando como foi costurado o acordo entre a governadora e o prefeito para o apoio de Costa à tentativa de reeleição de Carepa. Caso o procurador encontre provas ou indícios de que o acordo fere a legislação eleitoral, ele poderá pedir a cassação do registro da candidata petista ou, no caso de reeleição, à perda do mandato.
Avelino não quis antecipar os passos que pretende dar sobre a investigação e nem falar sobre o caso sem antes firmar um juízo de valor. Os documentos que ele analisa é que darão o suporte para ingressar com a ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra a governadora ou arquivá-la.
Antes de a escritura com as cláusulas do acordo ser lavrada no cartório de notas Kós Miranda, Carepa e Costa participaram de uma solenidade pública, no Hangar, no dia 29 de julho, coincidentemente, a mesma data em que outro acordo, de natureza político-eleitoral, foi fechado entre o grupo da governadora e o do prefeito.
DOCUMENTOSO
Ministério Público Estadual (MPE), por intermédio do promotor de Direitos Constitucionais e do Patrimônio Público, Alexandre Couto Neto, também recebeu os documentos sobre a transação entre a governadora e o prefeito. Ele estuda as providências que pretende tomar, mas antes de qualquer medida precisa formar entendimento se o acordo é lesivo aos cofres públicos e se feriu a moralidade administrativa.
Em nota, depois de se negar a falar sobre o assunto, o governo estadual decidiu apresentar sua versão dos fatos. Segundo a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), são “completamente falsas as afirmações de que haveria alguma irregularidade no acordo feito entre Estado e Prefeitura de Belém, que ressarciu o município das perdas sofridas em razão da redução ilegal da cota parte de ICMS devida a Belém, praticada por governos anteriores”. A Secom refere-se ao então governador Simão Jatene, que reduziu o repasse do ICMS ao então prefeito Edmilson Rodrigues.
Conforme o procurador geral do Estado, Ibraim Rocha, a cláusula que prevê a possibilidade de cessão deste crédito pela prefeitura de Belém é absolutamente legal, amparada pelo Artigo 286 do Código Civil, o qual afirma: “o credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor”. Tal cláusula, diz a nota, não onera o Estado em um único centavo, sendo leviana qualquer afirmativa em contrário.
Também salienta que o acordo firmado “é legal, justo com o município, com seu pagamento prorrogando-se por 100 meses, o que não onera o Estado, e impede que se crie no futuro uma dívida bilionária em prejuízo à administração pública estadual”.

RJ: pastor é preso por suspeita de pedofilia

Um pastor evangélico acusado de pedofilia foi preso nesta sexta-feira na Zona Norte do Rio. Nelson Pereira Souza, de 54 anos, é pastor de uma igreja Batista. Ele é acusado de ter abusado sexualmente de uma menina de 12 anos durante dois anos.
O homem, que trabalha como motorista de van de transporte escolar, começou a ser investigado há quatro meses, depois que pais o denunciaram. A polícia ainda investiga se há outros casos de abuso sexual praticados pelo suspeito.
A pena nesses casos pode chegar a 10 anos de prisão. O religioso nega a acusação. (eBAND)

Concursados protestam na avenida Almirante Barroso



Concursados que foram aprovados para o certame da Polícia Militar em 2008 estão reunidos neste momento em frente ao prédio da RBA, na avenida Almirante Barroso, no bairro do Marco, em Belém. Com faixas e narizes de palhaço, eles planejam fechar a avenida em protesto contra a demora no início das aulas do curso de formação que, segundo a PM, deveria ter iniciado nesta semana.



>> Confira as imagens exclusivas do protesto



Segundo os concursados, eles já estão devidamente matriculados, mas o curso ainda não começou. Três viaturas da PM já estão no local e oficiais da corporação mantém contato com o comando da Polícia para dar explicações aos futuros policiais e impedir que eles fechem a Almirante. Uma faixa das quatro da avenida está ocupada pelas viaturas da PM. Mais informações em instantes.

SEMANA PASSADA

Com as mesmas reivindicações, cerca de 150 concursados fecharam a Almirante Barroso no sentido Belém-Entroncamento, em protesto ao descumprimento da data de incorporação dos aprovados no concurso realizado em 2008.

Na ocasião, uma viatura da Polícia Militar chegou para desobstruir o trânsito, que foi totalmente paralisado por pessoas que faziam "apitaços", gritavam e carregavam cartazes de protesto. O trânsito só foi liberado totalmente com a chegada de viaturas da Rotam, quase uma hora depois.

“Os candidatos que passaram no concurso foram divididos em duas turmas, o que já não estava previsto. A primeira começou na data correta, em setembro de 2009. E nós, que fazemos parte da segunda, que tem 900 pessoas, deveríamos começar dia 2 de agosto, mas isso não ocorreu. Já é quarta vez que essa data é adiada”, explicou um dos aprovados, que não quis se identificar.

Muitos aprovados foram para interiores como Conceição do Araguaia, Parogominas, Parauapebas, Tucuruí, Abaetetuba e Tailândia para assumirem seus cargos, mas foram barrados ao chegarem aos pólos da Polícia Militar.

“Como é uma exigência que não tenhamos vínculos empregatícios, fomos obrigados a abandonar os nossos empregos. Agora, estamos sem trabalho e muitos estão sem dinheiro até para retornar. Alguns prefeitos estão dando abrigo e comida para as pessoas que estão nessa situação”, diz um dos aprovados no concurso.

Segundo informações recebidas pelos aprovados, a Polícia Militar está preparada para recebê-los, falta apenas uma autorização do governo do Estado. “Não temos nenhuma explicação oficial. A única coisa que falam é que não tem verba para nos admitir. Mas tem dinheiro para adquirir novas viaturas”, questionou outro manifestante.

PM diz que segunda turma só começará em setembro

Procurado pelo DIÁRIO, o assessor de imprensa da PM, Major Vasconcelos, afirma que a segunda turma a ser chamada só deverá iniciar nas primeiras semanas de setembro. "Não afirmamos que a turma começaria ainda em agosto", discordou o major, segundo o qual a PM quer dar as melhores condições para o curso de formação dos aprovados.

"A primeira turma de concursados terminou em julho e os aprovados que ingressarão na segunda turma devem entrar após a formatura dos sargentos, cujo curso está em andamento, para que possam desfrutar de melhores condições des estudo", concluiu.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Major é indiciado por também desviar donativos dos Bombeiros


O major Roberto Estevão dos Santos, que denunciou o esquema de desvio de donativos a serem distribuídos aos desabrigados do interior, foi indiciado, em Inquérito Policial Militar (IPM), concluído nesta quinta-feira, pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros de Alagoas. A investigação ainda livrou o tenente Ederaldo dos Santos Gomes e o coronel Josivaldo Feliciano de Almeida de cometer a irregularidade.
O coronel Neitônio Freitas, comandante da corporação, disse, na manhã desta quinta-feira, que a peça processual segue para a Justiça Militar.
O motivo do indiciamento do major, segundo o comandante, é o fato de existir provas de que ele também participou do esquema. Ele foi indiciado por peculato e também por desacato a autoridade.
O capitão Renivaldo de Lima Barbosa não escapou do indiciamento. Há grandes indícios do envolvimento dele no desvio dos donativos.

PEC da polícia garantirá quórum na Câmara, diz Almeida

ANDREA JUBÉ VIANNA - Agência Estado

O líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), afirmou à Agência Estado que a inclusão da proposta de emenda constitucional (PEC) 300, que favorece policiais e bombeiros, na pauta do esforço concentrado da próxima semana é uma estratégia para garantir a aprovação das Medidas Provisórias de interesse do governo. A PEC 300 tem forte apelo eleitoral porque beneficia mais de 700 mil policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros. O texto aprovado em primeiro turno prevê a criação de um fundo com recursos da União para garantir o pagamento do salário.

A proposta foi aprovada em primeiro turno no último dia 6 de julho, com 349 votos favoráveis, nenhum contrário e nenhuma abstenção. Como a proposta tem o apoio maciço dos deputados e de todos os partidos, um acordo de líderes garantiria a quebra dos interstícios (intervalo obrigatório entre o primeiro e o segundo turno) e apressaria o desfecho da votação.
Entretanto, segundo João Almeida, os líderes da base governista transformaram a análise em segundo turno da proposta em chamariz para mobilizar os deputados da base aliada e assegurar quórum para votar as Medidas Provisórias durante o chamado "recesso branco", que esvazia o Congresso durante a campanha eleitoral. Para o tucano, a possibilidade de votar o segundo turno da PEC 300 deve atrair os deputados a Brasília e garantir número suficiente de parlamentares para apreciar, também, as Medidas Provisórias.

A primeira da fila é a MP 487, cujo relatório já foi lido em plenário: a proposta amplia a capacidade de crédito do BNDES de R$ 44 bilhões para R$ 124 bilhões. O governo tem pressa em aprová-la, porque ela perde a eficácia no próximo dia 5 de setembro. As outras Medidas Provisórias definem regras para a contratação de obras e serviços relacionados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016. 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pec-da-policia-garantira-quorum-na-camara-diz-almeida,594223,0.htm

Corrupção policial é um dos principais problemas do país, afirma ministro da Justiça

Diante das denúncias de má conduta de policiais no Brasil, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou nesta quarta-feira (11) que a corrupção policial é um dos principais problemas do país e uma das maiores preocupações de sua pasta.“
Se a polícia que tem o objetivo de combater o crime e proteger a população se corrompe, ela vai cometer também um crime, que é a corrupção”, disse Barreto. No mês passado, em apenas 15 dias, houve três denúncias de desvio de conduta de policiais militares no estado do Rio de Janeiro.
ministro também lembrou o episódio de atropelamento de Rafael Mascarenhas, dentro do Túnel Zuzu Angel, no Rio, quando dois policiais militares teriam pedido propina para liberar o motorista que atropelou o rapaz. “Nesse caso do Rio de Janeiro, o atropelamento do filho da atriz Cissa Guimarães, a polícia teve uma conduta que parece ser corrupção e mostra o quão nefasta pode ser essa conduta”.
Para combater problemas como a corrupção nas corporações, o Ministério da Justiça criou o programa Bolsa Formação que está inserido no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O projeto é destinado à qualificação dos profissionais de segurança pública e Justiça Criminal. Segundo Barreto, 165 mil policiais recebem R$ 400 por mês do ministério para cursos de capacitação.
“A bolsa que o ministério paga é quase uma ajuda de custo para que ele possa pagar suas despesas de transporte e alimentação. Mas também é um incentivo, para que ele permaneça constantemente motivado e capacitado”.
Fonte:http://www.correiobraziliense.com.br

Ana Júlia dá cheque em branco a Duciomar


É mais grave do que se pode imaginar, com evidente comprometimento das finanças públicas, o acordo extrajudicial firmado no dia 29 de junho passado entre a governadora Ana Júlia Carepa e o prefeito de Belém, Duciomar Costa.
Além de estabelecer uma aliança política para a eleição de outubro, o acordo foi o pretexto encontrado para resolver um calote que o Estado aplicou no Município, deixando por dez anos de pagar R$ 333 milhões- corrigida, a dívida alcançaria R$ 550 milhões- a que Belém tem direito pela redução dos percentuais da cota-parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Pelo acordo, cujo resultado é hoje o apoio do PTB de Costa à candidatura à reeleição de Carepa, o município receberá apenas R$ 162 milhões, pagos em cem prestações até 2019.
O advogado pediu ao juiz Marco Antonio Castelo Branco, responsável pelo processo, que seja decretada a suspensão dos efeitos jurídicos e financeiros do acordo, principalmente a cláusula sexta, além de bloqueada qualquer operação financeira com base nessa transação.
Outro pedido de Moraes é para que seja enviado ofício ao Banco Central determinando a expedição de aviso ou carta circular para que nenhuma instituição financeira faça qualquer operação de antecipação de receita, seja para o Município de Belém, seja para qualquer outra pessoa física ou jurídica. Quem fizer isso incorrerá nas penas de co-autoria nos crimes previstos na lei federal 10.028/2000, e de multa diária de 5% sobre o valor da operação.

OPERAÇÃOS
e por acaso já tiver havido alguma operação de antecipação de receita que comprometa as finanças do Estado do Pará, Moraes pretende que seja deferida liminarmente medida cautelar suspendendo seus efeitos. A governadora e o prefeito também seriam intimados para que não façam qualquer negócio jurídico com base na referida transação, sobretudo os repasses previstos dos valores de R$ 8 milhões e R$ 4 milhões, e de operação de crédito, seja em nome do Município ou do Estado.
Moraes requereu ainda que sejam submetidos ao polo passivo da ação cautelar os procuradores Alynne de Nazaré Athayde de Lima e Ibraim José das Mercês Rocha em razão de terem concorrido para o “matagal de ilegalidades”. O Ministério Público é chamado a investigar o acordo e a Assembleia Legislativa a tomar conhecimento.
O gabinete da governadora Ana Júlia Carepa não respondeu ao pedido do DIÁRIO para que ela se manifeste sobre o caso. O procurador Ibraim Rocha também não retornou as ligações. Na Procuradoria-Geral ninguém soube informar onde ele estava. O prefeito Duciomar Costa e a secretária de Assuntos Jurídicos, Alynne de Nazaré Lima também não foram encontrados para comentar o acordo que assinaram. Assessores de ambos disseram que eles não irão falar sobre o assunto.

>> Cláusula dá “cheque em branco” para Duciomar
Segundo Ismael Moraes, a transação extrajudicial é “apenas uma aberração perto do monstro que foi criado”. O negócio, que sacramentou o casamento político entre Carepa e Costa, na avaliação dele, contém cláusulas que trazem “prejuízos imediatos e incalculáveis à ordem das finanças públicas do Estado do Pará”. A medida cautelar proposta por Moraes se faz necessária para impedir que a transação “se desdobre em fraudes financeiras irremediáveis”.


A escritura cria para o Estado a dívida de R$ 162 milhões, já tendo sido pagos R$ 8 milhões - “independentemente de qualquer manifestação judiciária posterior”, como diz a cláusula terceira do documento -, mais R$ 4 milhões para serem pagos até novembro próximo. O saldo devedor de R$ 150 milhões tem pagamento previsto até 2019. A coisa fica mais grave, porém, na cláusula sexta. É aí, garante Moraes, que mora o perigo.










Essa cláusula, em que a governadora aparentemente amarra o prefeito, acaba se transformando em um cheque em branco de Carepa para Costa. Diz a tal cláusula: “Fica o Município de Belém autorizado a ceder, total ou parcialmente, o crédito decorrente da presente transação sem qualquer interveniência e/ou participação do Estado do Pará, sub-rogando-se (sic) o cessionário em todos os direitos e deveres do Município de Belém decorrentes da vertente transação”.
Moraes abre fogo contra a cláusula sexta, afirmando que ela não apenas contraria tudo o que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal, como configura pelo menos quatro crimes previstos na lei federal 2848/1940, alterada pela lei federal 10028/2000, que preveem os crimes contra as finanças públicas.
“Ao constituir qualquer sujeito indefinido, ou mero portador, um qualquer cessionário a quem o Município ceder os créditos ‘confessados’, por meio da escritura tais créditos se transformarão em títulos mobiliários da dívida pública ao portador”, acusa o advogado, acrescentando que isso fere o artigo 38 da LRF.

SEM CONTROLEO

pior é que não haverá controle de ninguém, seja do Ministério da Fazenda, do Banco Central, da Assembleia Legislativa (AL), do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e nem do próprio governo, enfim, sem que ninguém saiba quantas vias da tal escritura Costa iria replicar, multiplicar ou triplicar.

Se a governadora passou meses tentando obter autorização da AL para poder obter empréstimo bancário, como ela poderia agora colocar as finanças públicas nas mãos de alguém com o prontuário judicial de Duciomar sem autorização legislativa, por meio de uma prosaica escritura? É a pergunta que Moraes faz ao procurador-geral do Estado, Ibraim Rocha.

Para ele, todas as exigências dos artigos 32 e 33 e dos artigos 34 a 37 da Lei Complementar 101/2000, foram reduzidas a uma escritura pública de transação, feita num cartório de Notas, em meio às festas do final de junho, com fogos, bandeirinhas, mingau, compadres e comadres de fogueira, onde foram queimadas as finanças públicas do Estado.

O advogado lamenta que as finanças estaduais estejam agora nas mãos de Duciomar, “que já foi condenado por fraude na Justiça Federal e responde a diversos processos por malversação de dinheiro público”. E dispara: “É difícil imaginar qual o mais celerado daquela festa junina, que será histórica.”

Ele também diz que os envolvidos no acordo constituíram “verdadeira quadrilha com a finalidade de assaltar o Estado”, invocando como fundamento o artigo 842 do Código Civil. O artigo do qual Carepa e Costa se socorreram para lavrar a escritura no cartório Kós Miranda seria apropriado para negócios privados, mas “imprestável” na aplicação de finanças públicas. (Diário do Pará)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Governo anuncia aumento para bombeiros e PMs

Agência Estadual de Notícias


O governador Orlando Pessuti anunciou aumento salarial de 9%, em média, a policiais e bombeiros militares, com o pagamento da terceira parcela da reestruturação salarial, implantada em abril e dividida em quatro fases. O anúncio foi feito durante a Parada Militar em comemoração aos 156 anos da corporação, realizada na noite de terça-feira (10), no Quartel do Comando Geral, em Curitiba.

De acordo com o governador, os pagamentos são possíveis graças a forma eficiente com que vem sendo conduzidas, não só a administração geral do Estado, mas principalmente a arrecadação da Secretaria da Fazenda. "Essa gestão nos permite assumir esse encargo de R$ 9 milhões na folha de pagamento, em benefício da Polícia Militar do Paraná", afirma Pessuti. Ele afirmou ainda que está estudando as possibilidades para a implantação da quarta fase até o final do ano.

"Este avanço salarial é incentivador para que os militares estaduais trabalhem cada vez melhor, não precisando, em seu horário de folga, realizar outras atividades, arriscando além da vida alheia a sua própria, para suplementar seus salários", diz o secretário da Segurança Pública, coronel Aramis Linhares Serpa.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens, avalia que a reestruturação na lei salarial é mudança significativa para os militares. "Tivemos mudança na base de cálculo em abril, avanços nos meses de maio e junho e, agora, o pagamento da terceira fase. Isso vai motivar bastante a corporação, além do compromisso de ela continuar fazendo o melhor possível pela segurança do cidadão paranaense", garante.
Reestruturação

Na primeira fase, houve a incorporação de todas as gratificações permanentes da carreira de policial militar ao soldo, que é o vencimento base da categoria, que serve de referência para aplicação de vantagens proporcionais, como adicional por tempo de serviço, ou para a aplicação de reajustes gerais, lineares. Já sobre esse novo soldo, na segunda fase, foi aplicado reajuste de 5%, pago a todos os servidores estaduais.

Nesta terceira fase, há aumento salarial real concedido aos policiais militares, em que a média é de 9%, aplicado a todos os policiais e pensionistas. Ao final da implementação (quarta fase), com as correções a serem aplicadas, o soldo de um policial em início de carreira (soldado de primeira classe), por exemplo, chegará a R$ 2.289,57.

Se este soldado tiver curso superior, o seu salário inicial sem adicional de tempo de serviço será de R$ 2.564,57. Antes da reestruturação salarial este mesmo soldado de primeira classe recebia R$ 1.873,54. A reformulação atual encerra um gradativo trabalho de reorganização da carreira colocado em prática pelo atual governo.

Em 2003, o atual governo iniciou a implementação de modificações na remuneração previstas em legislação do ano anterior. Em 2006, uma reformulação salarial dos militares, que beneficiou, sobretudo os postos iniciais, foi implantada. Em 2007, 2008 e 2009, reajustes gerais foram aplicados.

Homenagem

Durante a cerimônia de aniversário, Pessuti foi homenageado pela corporação e recebeu uma placa, das mãos do comandante-geral, como policial e bombeiro militar honorário. "Homenagear a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros é muito importante, mas ser homenageado por eles é realmente motivo de muito orgulho, principalmente para nós que acompanhamos a trajetória destas pessoas", afirma o governador.

O comandante-geral também destacou que as comemorações mantêm firmes as tradições e valores da corporação e incentivam as futuras gerações. "Fazem com que o policial se sinta valorizado e, que, na linha de frente, ele possa traduzir isso em respeito às leis e prestação de serviços com qualidade à sociedade".
Fonte: http://www.odiario.com/parana/noticia/328688/governo-anuncia-aumento-para-bombeiros-e-pms.html

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Perícia mostra que carro do atropelador estava a 100km/h

Velocidade é superior à permitida no túnel onde morreu o filho de Cissa Guimarães, mas não caracteriza a realização de um 'racha'

Leo Pinheiro

O Instituto de Criminalística Carlos Éboli divulgou na tarde desta segunda-feira o laudo das perícias feitas no Siena dirigido por Rafael Bussamra, e da reconstituição da cena do atropelamento do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. Rafael morreu no acidente, na madrugada de 20 julho, quando andava de skate com amigos no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Segundo o documento, o veículo do atropelador estava a aproximadamente 100 km/h no momento do acidente. Já Bussamra, na noite da reprodução simulada, admitiu para os peritos do ICCE e para a delegada que investiga o caso que dirigia a cerca de 90 km/h. A velocidade é superior à permitida no túnel (80 km/h), mas não caracteriza, isoladamente, a realização de um "racha". A delegada Bárbara Lomba, titular da 15ª DP, só vai se manifestar oficialmente sobre o resultado nesta terça-feira.
Segundo Bárbara Lomba, caso seja comprovado 'racha', Bussamra pode ser indiciado por homicídio com dolo eventual, que se configura quando o acusado não teve intenção de matar mais assumiu o risco de que suas atitudes poderia tirar a vida de outra pessoa.
Rafael Bussamra prestará depoimento ao major Bastos, da corregedoria da Polícia Militar, para esclarecer a participação do sargento Marcelo Leal e do cabo Marcelo Bigon na liberação do carro na madrugada do acidente. Roberto Martins Bussamra, pai de Rafael, denunciou que os PMS o ameaçaram e exigiram R$ 10 000 para liberar o carro. O irmão de Rafael, Guilherme Bussamra, que mora em São Paulo, também é esperado no escritório de advocacia, no centro da cidade, onde serão prestados os depoimentos.

sábado, 7 de agosto de 2010

Cabo da PM é preso como suposto pistoleiro

Foi preso na noite de sexta-feira (6) o cabo PM pertencente da 11ª Cia Independente de Polícia Militar de Rondon do Pará, Paulo Sena Aleixo (o cabo Aleixo) acusado de ser o pistoleiro atirou e matou em Imperatriz/MA no dia 10 de setembro de 2007 o ex-secretário do Meio Ambiente, Osmar Luna Peixoto. O ex-prefeito de São Pedro d’Água Branca/MA e a mulher também foram presos na tarde sexta feira (6) por serem os principais suspeitos de mandantes do assassinato do ex-secretário Osmar Luna Peixoto.

Policiais civis maranhense, sob o comando da delegada Nilmar da Gama Rocha, prenderam os dois no início da tarde de sexta-feira (6) Idelzio Gonçalves de Oliveira, o "Juca", 48 anos, e a sua mulher, Edilane Pereira do Nascimento, 44 anos. Os policiais cumpriram mandado de prisão decretada pelo Juiz da 4ª Vara Criminal da Comarca de Imperatriz, Weliton Sousa Carvalho, assim como do cabo Aleixo que foi preso em Rondon do Pará e recambiando para Imperatriz/MA. Os acusados foram conduzidos à 10ª Delegacia Regional de Polícia Civil, onde já se encontram à disposição da Justiça.

De acordo com informações da delegada Nilmar da Gama, Juca e a esposa Edilene são suspeitos de serem os mandantes do assassinato do ex- Secretário do Meio Ambiente, Osmar Luna Peixoto, ocorrido no dia 10 de setembro de 2007, em Imperatriz/MA. O secretário estava colocando seu carro na garagem de uma casa, localizada na Rua Iracema, no centro da cidade, quando foi surpreendido por dois homens, que chegaram ao local em um veículo Fiat Uno azul. Os homens já chegaram atirando. Osmar foi atingido por dois tiros e morreu instantaneamente.

Desentendimento político – A delegada Nilmar da Gama declarou a imprensa que Juca e Osmar se desentenderam politicamente. No decorrer das investigações, ela constatou que Juca e a mulher dele planejaram a morte de Osmar.

Segundo apuração junto a Polícia Civil, o cabo Aleixo fora contratado para matar o ex-secretario de Meio Ambiente antes de um almoço que Osmar Luna ofereceria a seus amigos e correligionários em 9 de setembro em São Pedro da D’ Água Branca onde anunciava o rompimento com o ex-prefeito “Juca”. O cabo Aleixo teria sido contratado por 5 mil reais pelo vereador Edmar Medrado, amigo de Juca e sua mulher.

No dia do crime – Edmar Medrado teria também contratado um sobrinho seu de pré-nome Jailson para levar o cabo Aleixo até a residência de Osmar em São Pedro d’ Água Branca e que o mesmo deveria ser morto antes do almoço, mas Jailson que conduzia a moto com medo desistiu da empreitada. Após o evento, a vítima seguiu para cidade de Imperatriz/MA onde pernoitou e no dia seguinte foi até a cidade de Augustinópolis/TO, retornando a Imperatriz , no inicio da noite, onde ficou hospedado na casa de sua amante. Ao sair da casa da amante para colocar seu carro na garagem, a vítima foi alvejada por dois disparos de arma de fogo por um home identificado de cor branca, forte, com 1,70 de altura, aproximadamente, aparentando ter 35 anos (com as mesmas características do cabo Aleixo), o qual após o delito fugiu em Fiat Uno cor branca, vidros fumê, visto horas antes rondando o local do crime.

O crime veio à tona em face da morte tanto do vereador Edmar Medrado e de seu sobrinho Jailson que supostamente foram mortos como queima de arquivo. Com o prosseguimento das investigações, um de um depoimentos do um dos filhos de Edmar, afirma que ele costumava comentar sobre o assassinato de Osmar, depoimento este que acabou revelando os mandantes e os executores do crime. (Diário Online com informações de Rondom do Pará)

Fonte:http://www.diariodopara.com.br/N-104235-CABO+DA+PM+E+PRESO+COMO+SUPOSTO+PISTOLEIRO.html

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Senado aprova poder de polícia ao exército nas fronteiras

O Senado aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que dará mais poder às Forças Armadas nas fronteiras brasileiras. O texto, que teve origem no Poder Executivo, permite ao Exército, à Marinha e à Aeronáutica fazer patrulhamento dos limites territoriais, revista de pessoas e efetuar prisões em flagrante, atividades até agora exercidas apenas pela PF (Polícia Federal).
Com isso, na prática, os militares poderão agir no combate a crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas, e ambientais, como desmatamento e tráfico de animais silvestres. A lei prevê ainda que eles podem agir "independente da posse, da propriedade e da finalidade" da área que fizerem o patrulhamento, em uma referência às terras indígenas.
Além disso, a nova lei, que segue para sanção presidencial, também transmite para o ministro da Defesa a tarefa de indicar os comandantes das três forças, embora mantenha a nomeação como prerrogativa do presidente da República.
O projeto cria o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, que será chefiado por um oficial-general de último posto, e terá a participação dos chefes dos estados-maiores das três forças. Esse novo organismo será subordinado diretamente ao ministro da Defesa. Segundo o projeto, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas "construirá as iniciativas que dêem realidade prática à tese da unificação doutrinária, estratégica e operacional e contará com estrutura permanente que lhe permita cumprir sua tarefa".
O objetivo é unificar as operações das Forças Armadas, de modo a seguir as diretrizes previstas na Estratégia Nacional de Defesa. O projeto foi aprovado em votação simbólica no Senado sem alterações que havia sido aprovado anteriormente pela Câmara.

Aprovada licença-maternidade de seis meses



(Matéria consolidada)



O Senado Federal aprovou em segundo turno, nesta terça-feira (3), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 64/07, da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), que amplia a licença à gestante de 120 para 180 dias. A PEC, que recebeu 62 votos favoráveis e nenhum voto contrário, vai agora à Câmara dos Deputados.

A proposta altera a redação do inciso XVIII do artigo 7º da Constituição. Na prática, estende a todas as trabalhadoras o benefício que havia sido concedido pela Lei 11.770/08 às funcionárias das empresas que aderissem ao Programa Empresa Cidadã. Por essa lei, originada de projeto da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), as empresas que aderissem ao programa teriam benefícios fiscais.

Alguns estados, municípios e empresas do setor público também já haviam ampliado para seis meses a licença de suas servidoras gestantes, o que passará a ser obrigatório caso a Câmara confirme a decisão do Senado.

A PEC foi aprovada em primeiro turno no esforço concentrado do dia 7 de julho. O resultado foi comemorado pelos senadores e pelo público presente nas galerias do Plenário.

A autora da proposta, senadora Rosalba Ciarlini, disse que a PEC foi a primeira proposição que apresentou no Senado, fruto de suas observações quando atuava como médica pediatra.

- Via a angústia das mães quando tinham que voltar ao trabalho. Agora, a mãe vai voltar ao trabalho muito mais produtiva e tranquila, ao passo que a criança terá um desenvolvimento psíquico mais equilibrado e será um cidadão de paz - disse a senadora.

Consagração

O presidente do Senado, José Sarney, elogiou o valor social da PEC. Ele lamentou que o regimento imponha restrições à participação do presidente nas votações e disse que, do contrário, teria prazer em juntar seu voto ao dos demais.

- A emenda de Vossa Excelência recebeu uma verdadeira consagração dessa Casa - disse.

Diversos outros senadores ressaltaram os benefícios inerentes à ampliação do período de convivência entre a mãe e o bebê. A senadora Marina Silva (PV-AC) observou que a oportunidade de amamentação por mais tempo exclui a necessidade de alimentação precoce que expõe os recém-nascidos a diversas infecções.

- Há ganho emocional, ganho social e ganho econômico para o poder público, já que há perspectiva de diminuição de gastos com saúde pública - disse Marina, que voltou de sua licença para participar do esforço concentrado.

Já o senador Augusto Botelho (PT-RR), que também é médico, acrescentou que não é só leite que faz bem ao bebê, mas o contato físico com a mãe.

- Seis meses é o mínimo. As pessoas serão melhores se conviverem mais tempo com as mães - disse.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), por sua vez, lembrou que a ideia é meritória e que existe em muitos países, mas que será necessário reduzir outros gastos públicos para que mães e filhos não sejam prejudicados.

Segurança

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), observou que a votação foi acompanhada por assistentes sociais, que lotaram as galerias do Plenário e comemoraram o resultado.

- Todos têm conhecimento profundo da matéria e sabem do que estamos falando - disse.

O que difere a proposta ora em discussão da Lei 11.770/08, que criou o Programa Empresa Cidadã, é que, no caso da legislação em vigor, a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses vale para as funcionárias das empresas que aderirem ao programa, mediante incentivo fiscal. A PEC de Rosalba Ciarlini, por sua vez, torna a norma obrigatória para todas as empresas e instituições.

A autora enfatizou, na justificação da PEC, os benefícios que poderão advir para a saúde da mãe e do recém-nascido. Disse ainda que a proposta visa garantir a segurança da mulher no mercado de trabalho.

Raíssa Abreu / Agência Senado

STF suspende punição de juízes acusados de desviar R$ 1 milhão

CNJ condenou magistrados do Mato Grosso acusados de desviar dinheiro de tribunal para a maçonaria

Mário Coelho

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello suspendeu na segunda-feira (2) a aposentadoria compulsória de três juízes acusados de desviar dinheiro do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT) para a maçonaria. Os magistrados Graciema Ribeiro das Caravellas, Antonio Horácio da Silva Neto e Juanita Cruz da Silva Clait Duarte foram aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após investigação em processo disciplinar concluir sobre a existência do esquema beneficiando a Grande Oriente do Mato Grosso.

Por unanimidade, o CNJ condenou em fevereiro sete juízes e três desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Todos eram acusados de uso irregular de verbas com distribuição privilegiada de pagamentos atrasados. Parte da verba foi usada para sanear o rombo financeiro de loja maçônica integrada por alguns dos magistrados. Por conduta antiética, corrupção ativa e passiva, todos foram condenados à aposentadoria compulsória proporcional. Os dez eram acusados de arquitetar e executar um esquema que desviou mais de R$ 1 milhão do tribunal para a entidade maçônica.

Ao analisar os mandados de segurança, Celso de Mello entendeu que, neste momento, não era função do CNJ abrir o processo disciplinar e investigar o caso. Para ele, quem deveria fazer isso era o Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Na decisão, ele enfatizou que a atuação do Conselho deve observar o princípio da subsidiariedade. Ou seja, o CNJ deve ter um papel subsidiário e complementar em relação aos tribunais, atuando somente quando constatada a ineficácia dos mecanismos ordinários de administração e repressão do poder Judiciário local.

"O desempenho da atividade fiscalizadora (e eventualmente punitiva) do CNJ deveria ocorrer somente nos casos em que os Tribunais – havendo tido a possibilidade de exercerem, eles próprios, a competência disciplinar e correicional de que se acham ordinariamente investidos – deixassem de fazê-lo (inércia) ou pretextassem fazê-lo (simulação) ou demonstrassem incapacidade de fazê-lo (falta de independência) ou, ainda, dentre outros comportamentos evasivos, protelassem, sem justa causa, o seu exercício (procrastinação indevida)", afirmou o ministro na decisão.

Celso de Mello, no entanto, ressaltou que sua decisão pode ser revista pelos pares do Supremo. Mas ele disse que a remessa da denúncia ao CNJ pelo corregedor-geral de Justiça do Mato Grosso frustou a possibilidade de a corte local analisar o caso. "Ao precipitar a atuação do CNJ, sem sequer haver ensejado ao TJMT o exercício de sua competência correicional em sede disciplinar, o corregedor teria, aparentemente, inviabilizado a prática, pelo Judiciário local, de uma prerrogativa que não lhe poderia ter sido subtraída, o que teria implicado, por efeito da inobservância do postulado da subsidiariedade, transgressão à autonomia institucional do Tribunal de Justiça daquela unidade da federação”, enfatizou o ministro do STF.
Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=33892

TRE-PA livra Jader Barbalho e Paulo Rocha




O Tribunal Regional Eleitoral do Pará aprovou, nesta quarta-feira (4) as candidaturas ao Senado dos deputados Jader Barbalho (PMDB-PA) e Paulo Rocha (PT-PA).



Foi mais um caso de tribunal que teve entendimento diverso ao do Tribunal Superior Eleitoral quanto à extensão da Lei da Filha Limpa. Jader e Paulo Rocha eram questionados por terem, no passado, renunciado a seus mandatos para escapar de processos de cassação. Essa é uma das hipóteses que passa a definir inelegibilidade, de acordo com a ficha limpa. Por essa razão, o Ministério Público Eleitoral havia impugando as candidaturas dos dois.



Mas, por 4 votos a 2, os magistrados do Pará consideraram que a Lei Complementar 135/10, a Lei da Ficha Limpa, não deve valer para fatos referentes ao passado.




Fonte: www.congressoemfoco.com.br

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dilma, Marina e Serra já arrecadaram quase R$ 20 milhões para campanha


Os candidatos à Presidência da República José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) informaram ter arrecadado um total de R$ 19,85 milhões em doações, somados os valores das prestações de contas apresentadas pelas campanhas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesta terça-feira (3), termina o prazo para candidatos, comitês financeiros e partidos fazerem a primeira prestação de contas parcial à Justiça Eleitoral. O TSE informou já ter recebido os dados de todos os candidatos à Presidência, mas não informou os valores declarados por cada um. Segundo o tribunal, os dados serão divulgados no site do TSE na próxima sexta-feira (6).

A arrecadação da petista é responsável por 58,4% dos R$ 19,85 milhões informados pelos três candidatos. Segundo a assessoria da campanha de Dilma, foram arrecadados R$ 11,6 milhões até o momento. A estimativa de arrecadação da campanha da ex-ministra é de R$ 157 milhões.

A campanha de Marina Silva diz ter recebido R$ 4,65 milhões em doações. A candidata do PV prêve um gasto de R$ 90 milhões na campanha.

Dos três candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, Serra foi o que teve a menor arrecadação. A assessoria do tucano informou que a arrecadação foi de R$ 3,6 milhões nesta primeira parcial e os gastos, de R$ 2,7 milhões. O custo total da campanha do ex-governador de São Paulo é estimado em até R$ 180 milhões.

Em campanha na favela de Heliópolis nesta terça, Serra afirma que só soube do montante arrecadado por sua campanha pelos jornais. Questionado, ele disse que a receita da campanha preocupa, mas minimizou o fato de ter recebido menos doações do que Dilma e Marina. “Preocupa, mas espero que os recursos entrem porque às vezes tem muito atraso nisso”, afirmou.

O coordenador da campanha de Marina, João Paulo Capobianco, comentou o valor arrecadado pela candidata. Segundo ele, o primeiro mês de campanha é “mais difícil”. “Demora até fazer todos os contatos. A expectativa é melhorar em agosto”, afirmou. Segundo ele, as despesas somaram R$ 3,58 milhões até 27 de julho.

Novas prestações de contas
O TSE informou ter recebido 13,4 mil prestações de contas parciais até as 19h desta terça. Segundo o TSE, é preciso entregar relatórios discriminando o que foi recebido e o que foi gasto até o momento.

Uma nova parcial deverá ser entregue até o dia 3 de setembro. A prestação de contas final deve ser feita até o dia 2 de novembro. Somente nesta prestação será obrigatório informar os nomes dos doadores e os valores doados por cada um.

* Colaborou Thiago Guimarães

Sem acordo, votações do Plenário ficam para amanhã

O presidente Michel Temer transferiu para amanhã, a partir das 9 horas, as votações do Plenário. Na reunião que ele coordenou entre deputados da base aliada e da oposição, encerrada há pouco, não houve acordo para votação das matérias na pauta.

O governo tem interesse em aprovar as três medidas provisórias que trancam a pauta (MPs 487, 488 e 489, todas deste ano), pois estão com prazo de validade próximo do final. A oposição pressiona pela votação do projeto que regulamenta os recursos para a Saúde pública (Projeto de Lei Complementar 306/08).

Há ainda uma pressão, vinda de diversos parlamentares, para a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 308/04, que cria a Polícia Penal, para atuar no sistema carcerário do País.

PEC dos policiais
As três MPs vão para a pauta desta quarta-feira. Temer anunciou ainda que colocará em votação a proposta que cria um piso salarial para os policiais e bombeiros dos estados (PECs 446/09 e 300/08). O texto foi aprovado em primeiro turno em julho. Caso seja acatado em segundo turno, seguirá para o Senado.

De acordo com a PEC, uma lei federal definirá o piso salarial dos policiais e bombeiros. A mesma lei criará um fundo para ajudar os estados a cumprir o novo piso.
Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias

Vaccarezza: 'Peço ao deputados da base que venham votar'

Isabel Braga
BRASÍLIA - O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirmou há pouco que a prioridade, nesta semana de esforço concentrado, será a votação de três medidas provisórias que trancam a pauta, um acordo internacional e o segundo turno da emenda constitucional que fixa o piso salarial para policiais e bombeiros militares, conhecida como PEC 300. A dificuldade maior do governo é a obstrução às votações, feita por deputados da oposição, que exigem a votação da emenda que garantirá mais recursos para a saúde, com a criação da Contribuição Social da Saúde (CSS), o imposto sobre movimentação financeira (conhecida como emenda 29).

O plenário da Câmara acabou de derrubar requerimento da oposição que tinha por objetivo inviabilizar o quorum da votação e derrubar a sessão. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), anunciou que convocará sessão extraordinária para a votação da PEC 300, se o governo não conseguir garantir o quorum de votação da sessão ordinária para votar as MPs. Há pressão grande da categoria dos policiais para que a PEC 300 seja votada e muitos deles ocupam as galerias da Casa.

Vaccarezza avisou agora, em plenário, que poderá até fazer um acordo para que a votação da PEC 300 ocorra antes do projeto sobre acordo internacional, mas que só concordará em votar a PEC se as MPs forem votadas primeiro.

- Não podemos fazer um esforço concentrado para votar apenas a PEC 300. Peço aos deputados da base que venham votar. Se não for para votar as MPs, isso prejudicará muito o governo - afirmou Vaccarezza.

Além da MP do BNDES, estão na pauta outras duas que tratam da preparação do Brasil para as Olimpíadas de 2016. Vaccarezza criticou a oposição por fazer obstrução à sessão:

- A oposição vem obstruindo quase todas as votações desde 2007. O motivo da vez é a Emenda 29. Esse não é um tema para ser discutido agora, antes das eleições - disse Vaccarezza.
Fonte: O Globo

Temer diz que piso salarial de policiais pode ser votado ainda hoje



O presidente da Câmara, Michel Temer, disse há pouco que, se for atingido o quórum de 308 deputados, vai tentar votar ainda nesta terça-feira o segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/08, já que há acordo dos líderes partidários sobre essa proposta, que fixa o piso salarial para policiais e bombeiros. Até às 16h37, o Plenário já registrava a presença de 214 deputados.


Temer disse ainda que intenção é votar duas ou três medidas provisórias durante o esforço concentrado desta semana. A pauta está trancada por três medidas provisórias, uma que trata da capitalização do BNDES (MP 487/10) e outras duas sobre a preparação do Brasil para as Olimpíadas de 2016 (MPs 488/10 e 489/10).


Reportagem – Idhelene Macedo/Rádio Câmara Edição - Newton Araújo

Supremo abre inquérito contra Renan Calheiros

Mário Coelho

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um inquérito para investigar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por tráfico de influência e improbidade administrativa. O pedido foi feito em 19 de julho pela Procuradoria Geral da República (PGR). O caso, que corre em segredo de Justiça, será relatado pela ministra Carmen Lúcia. Caso, durante as investigações, apareçam indícios contra o peemedebista, ele pode virar réu em uma ação penal no Supremo.

De acordo com a PGR, uma denúncia foi levada ao órgão em 2008. A partir daí, promotores passaram a analisar os documentos e informações repassadas ao Ministério Público. Após a investigação inicial, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, resolveu pedir a abertura de inquérito no STF. O processo tem cinco volumes e 1.131 páginas. O site não conseguiu contato com o peemedebista.

Há três anos, o senador alagoano foi alvo de investigação a partir da denúncia de que receberia ajuda financeira de uma empreiteira para bancar despesas de uma jornalista com quem teve uma filha fora do casamento. Por conta da denúncia, sofreu processo de cassação por quebra de decoro parlamentar no Senado, tornando-se o primeiro presidente da Casa a se submeter à investigação dos colegas. Acabou absolvido.

Em março, Renan envolveu-se em outra polêmica no Senado. Ele recontratou uma servidora exonerada ano passado pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), acusada de receber dos cofres públicos sem trabalhar. Vânia Lins Uchôa Lopes está lotada no gabinete de Renan desde setembro, três meses após ter sido dispensada por Sarney da presidência. A assessora é casada com Ildefonso Tito Uchôa, primo de Renan e apontado como laranja do senador em emissoras de rádio em Alagoas.

PEC 300 será votada nesta quarta-feira em segundo turno


Depois de uma reunião com os líderes dos partidos na Câmara Federal, representantes da classe militar de todo o País conseguiram empurrar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, em segundo turno, para a pauta desta quarta-feira. Os deputados federais voltaram nesta segunda-feira do recesso parlamentar de julho e ainda não tinham discutido colocar na ordem da semana a apreciação desta matéria, que institui o piso salarial nacional da classe militar.

O líder do governo na Câmara Federal, deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), informou, antes das férias, que iria trabalhar para que os deputados analisassem a proposta assim que o ‘descanso’ fosse encerrado. A intenção era que a PEC 300 fosse votada até o dia 6 de agosto.

Todavia, no site da Agência Câmara não constava na pauta prevista para os dias 3, 4 e 5 de agosto a proposta em questão. Claro que os parlamentares podiam alterar as matérias que serão apreciadas a qualquer momento.

Para dar mais uma pressão nos deputados, lideranças dos militares já estão em Brasília, onde pretendem acompanhar as sessões ordinárias da semana.

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS) de Alagoas, cabo PM José Soares Cordeiro, está em Brasília para, junto com as demais representações, engrossar o movimento. Ele falou que o clima na capital federal é de expectativa para que a PEC 300 entre mesmo em votação nesta quarta e, enfim, siga para o Senado Federal, para ser votada igualmente em dois turnos e, em seguida, ser promulgada pelo presidente da Casa.

Além de Soares, integram o movimento no Distrito Federal o presidente licenciado da ACS, sargento Wagner Simas Filho e o ex-vice presidente da entidade, sargento Marcos André Ramalho.

Assessoria
Fonte: http://www.ojornalweb.com

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ciência explica cochilada masculina depois do sexo

Depois de uma boa relação sexual repleta de preliminares e carinhos, é bem comum o homem fazer uma coisa que a maioria das mulheres odeia: virar de lado e dar uma boa cochilada. Mas não pense que isto significa que ele não gostou da sua performance ou não está a fim de ouvir o que você tem a dizer.
Segundo a sexóloga Magda Gazzi, esta "soneca" se deve à prolactina, hormônio responsável por reduzir os níveis de testosterona no organismo.
Ele é capaz de inibir o desejo sexual e desencadear a sonolência. "Na hora do orgasmo, há um aumento de prolactina. Ele atua no organismo ainda na fase de relaxamento e continua assim até uma hora depois da ejaculação. Por isso, os homens após o orgasmo, além do relaxamento causado pelo prazer, também sentem sono", explica.
Mas a prolactina é somente o fim desse processo. "Tudo começa pela testosterona na fase do desejo. Depois ocorre o aumento da adrenalina e noradrenalina (responsável pelas sensações de humor, ansiedade, sono e alimentação) e da ocitocina (hormônio do amor) na fase da excitação", diz Dra. Magda.
A passagem da fase do orgasmo para a fase da resolução é muito rápida para o homem. É como se eles descessem do topo de uma montanha-russa rumo ao relaxamento. "Na mulher essa passagem é mais lenta", lembra Magda. "A famosa cochilada pode acontecer quantas vezes forem os orgasmos naquele período. E devido ao desgaste físico que o sexo proporciona, esse cansaço pode ser acentuado e mais longo após algumas relações", completa.
E acredite: essa cochilada traz muitos benefícios para o casal. Por meio dela, o organismo masculino se recupera da energia gasta durante o ato sexual e tem um tempo de preparação para uma nova relação sexual. E depois da cochilada, o homem torna-se uma caixa de surpresas. Isso porque a "segunda rodada" pode ser ainda melhor. Ou ser igual. "Após uma cochilada e um período de pequeno repouso, esse homem pode se sentir mais disposto ao sexo e, com isso, se dedicar mais às preliminares com sua parceria", conta Dra.
Magda.O tempo médio desse momento relaxante, também conhecido como "período refratário", varia de homem para homem, sendo de minutos até horas ou dias. "Na mulher, essa ‘pausa’ não existe. Por esse motivo, a mulher pode estar preparada para uma nova relação sexual imediatamente e não sofre tanto essa influência do hormônio prolactina", conta Dra. Magda.
Diálogo ajuda a minimizar reclamações
A radialista Angela, de 38 anos, diz que uma atitude masculina depois do sexo abominada por ela é a tal pressa. "Assim que o ato termina, eles correm para o banheiro para tomar banho. É como se tivesse desesperado para ir embora", reclama.
Ligar a televisão para assistir ao jogo de futebol, sair da cama ou levantar para ir até a cozinha tomar água são outras situações citadas por Angela. "A mulher é mais romântica e gosta de conversar, saber se foi bom. Mas, infelizmente, nem sempre o homem gosta disso", aponta. A radialista acredita que o tempo de relacionamento faz com que esses problemas sejam minimizados. "Conforme o tempo passa, você tem a liberdade de conversar com o parceiro e pedir para que ele mude alguns comportamentos."
Dra. Magda afirma que as mulheres odeiam quando os homens fumam ou bebem depois do orgasmo. E ratificando as palavras de Angela, garante que algumas dessas atitudes podem ser modificadas por meio do diálogo. "As coisas só vão mudar quando a mulher explicar para o homem como se sente. Cobrar uma postura, ou dizer que ‘ele faz tudo errado’ talvez não seja o melhor caminho. Acho que vale a parceira tentar falar o que realmente sente quando o homem faz isso ou aquilo", comenta.
Na hora do sono, sugere a sexóloga, talvez seja melhor a mulher aproveitar e cochilar um pouquinho também, quem sabe deitando no ombro do parceiro. "Agora se o cigarro incomoda, é bom negociar com ele. Com uma dose de boa vontade e diálogo, com certeza tudo vai ficar muito bom para ambos."
Dra Magda lembra que homens e mulheres foram educados de maneira diferente em relação à sexualidade e relacionamento e, por isso, não vão pensar ou agir de maneira igual. "É importante que ambos entendam a beleza de serem diferentes e respeitem isso. Essas mesmas diferenças são muitas vezes naturais ou adquiridas pela educação", comenta. "E é por isso que buscamos no outro um pouco daquilo que achamos que falta em nós." (MBPress)

De volta aos trabalhos, Major Fábio quer votar segundo turno da PEC 300 já nesta semana

O deputado federal paraibano, Major Fábio (DEM), já está em Brasília para votar o segundo turno da PEC 300, e está confiante na participação ativa dos demais parlamentares para confirmar o segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição.O deputado demonstrou confiança na votação da Câmara e no envio imediato do texto para votação no Senado Federal.Para o Major Fábio, a participação dos deputados federais em Brasília, apesar do período eleitoral, é fundamental para a aprovação da PEC 300.-Seguimos mobilizados e crentes no compromisso dos líderes partidários e do presidente da Câmara com a causa dos policiais e bombeiros. Vamos votar o segundo da PEC 300 na Câmara e enviá-la ao Senado Federal, reforçou.

Fonte: www.bpagora.com.br

domingo, 1 de agosto de 2010

Rio é campeão de candidatos da PM e dos bombeiros

Integrantes das corporações articulam a criação de um partido nacional para lutar por melhorias na área de segurança no País

POR JOÃO NOÉ

Rio - Policiais militares, civis e bombeiros articulam uma verdadeira operação de guerra para o dia 3 de outubro. Diluídos em diversas legendas, mais de 100 integrantes dessas corporações planejam ofensiva para cumprir apenas uma missão: conquistar o voto dos eleitores do Rio. A força dessa tropa é tanta que, para daqui a quatro anos, já se discute até a criação de um chamado Partido Nacional da Segurança Pública (PNSP), cuja base eleitoral é estimada em cerca de 1 milhão de pessoas no País.
O QG do grupo, aliás, tem tudo para ficar no Rio de Janeiro. Em todo o Brasil, o estado é o que tem o maior número de PMs candidatos nas eleições deste ano. Ao todo, são pelo menos 60, segundo estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os bombeiros fluminenses também lideram a lista nacional, com 23 elegíveis. Com 14 agentes e delegados, a Polícia Civil do Rio só não terá mais candidatos do que a mineira, com 15.
GRUPO DOS BARBONOSO
rganizações de cunho político dentro da Polícia Militar não são novidade. O movimento dos coronéis Barbonos (uma referência ao antigo nome da Rua Evaristo da Veiga, onde fica o QG da corporação) deflagrou, em 2008, uma das primeiras manifestações públicas de reivindicações de melhorias nas condições dos PMs. Nesse grupo, estava o coronel Paulo Ricardo Paúl, que hoje é candidato a deputado federal pelo DEM.
“O ‘PNSP’ seria um partido aberto à participação de toda a população. A segurança hoje é a questão que mais preocupa os brasileiros. A criação de um partido voltado para o tema, entretanto, ainda é bastante incipiente”, explica Paúl.
Um dos principais desafios dessa legenda seria acabar com a imagem negativa de policiais e bombeiros junto aos eleitores. No Rio, por exemplo, há casos como o do ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, que era deputado pelo PMDB e foi cassado depois de ser denunciado por suspeita de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. Também pode perder o cargo o vereador Cristiano Girão (PMN), ex-bombeiro suspeito de atuar em milícia.
Um consenso entre os integrantes do grupo é a reivindicação por melhorias salariais. Nesta semana, inclusive, todos os eventuais quadros do ‘PNSP’ vão mirar a votação em segundo turno na Câmara Federal da chamada PEC 300, que cria um piso nacional para os salários dos policiais civis, militares e bombeiros.
“Essa é uma das principais bandeiras desse grupo. Reuniríamos integrantes das polícias, além dos bombeiros e das guardas municipais. O objetivo seria que, em 2016, já existisse um partido reunindo essas classes”, planeja o tenente bombeiro Lauro Botto, candidato a deputado estadual pelo PV.
Delegado quer reforma política
O ex-chefe da Polícia Civil, delegado Zaqueu Teixeira (PT), candidato a uma vaga na Alerj, não acha que a criação do ‘PNSP’ seja uma boa ideia. O policial tem, entre suas propostas, a criação de uma corregedoria interna na Polícia Civil independente, cujos integrantes trabalhariam apenas nessa unidade, sem passar por outras delegacias.
"Não é preciso criar um novo partido para reivindicar a luta por essas pautas. Atualmente, já existem partidos demais. O ideal é que seja aprovada uma reforma política”, afirma o candidato.
Para a professora Jaqueline Muniz, da Universidade Cândido Mendes (UCAM) e da Universidade Católica de Brasília (UCB/DF), a grande quantidade de candidatos da polícia no Rio já é quase histórica. “A polícia é a expressão concreta do poder do estado nas ruas. Além disso, há no Rio uma superpolitização do tema segurança pública. Outro aspecto é que essas corporações possuem uma base de apoio sólida, com policiais da ativa e aposentados, além de seus familiares”, explica.
‘Candidatura pode ser oportunista’
O presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio (Aspra-PM/BM-RJ), Vanderlei Ribeiro, vê com ressalvas a candidatura de policiais militares a cargos no Legislativo. “Há muitos policiais que ingressam na carreira política só para obter uma licença remunerada de 90 dias. As candidaturas dos policiais devem passar, antes, por um debate entre os integrantes da instituição”, afirma Ribeiro, que não acredita que a criação de um ‘PNSP’ seja positiva.