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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

GREVE DA PM DE RONDÔNIA - Mulheres aceitam 12,6% e encerram greve na PM

No final da reunião de ontem entre o governador Confúcio Moura e cerca de 20 esposas de policiais militares representantes de associações do interior e Capital foi aceita a proposta do governo de três reajustes de 4,2% até janeiro de 2013. O que totaliza um aumento de 12,6% a serem pagos nos meses de janeiro e outubro de 2012 e abril de 2013. O governador explicou que o aumento concedido era o possível de ser dado, se fosse maior comprometeria a situação fiscal do Estado. “O reajuste de 12,6% é melhor do que nada”, afirmou Luciane Garcia, da Comissão de Mulheres. No início da noite foi confirmado o fim do movimento.

No meio da manhã, os quartéis foram liberados nos municípios de Ariquemes, Ji-Paraná, Ouro Preto D´Oeste e também na Capital, menos o 5° Batalhão - que só voltou ao normal no final da tarde.

No domingo à noite, foi preso o presidente da Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia (Assfapom), Jesuíno Boabaid, marido de Ada Dantas, vice-presidente da Comissão de Mulheres que está a frente das manifestações. Jesuíno também havia sido preso durante a manifestação de maio quando ficou Centro de Correição da Polícia Militar tendo como uma das justificativas a garantia da ordem pública. Na época a revogação da prisão dele foi conseguida após acordo entre grevistas e o governo do Estado. Segundo o chefe de gabinete, outros PMs estão foragidos e são acusados de instigar a paralisação.

Conforme o comandante, há dias estava sendo desenvolvida uma investigação em conjunto entre policiais militares e civis para apuração de fatos e cometimentos de crimes. “No sábado à noite, o juiz de plantão analisou o documentos, constatou e deu ordem de prisão a Jesuíno”. Segundo o coronel, foi decretada a prisão do presidente da Assfapom, devido incitação de motim, revoltada, entre outros crimes.

Em nota, a Assfapom divulgou que o tratamento dado a Jesuíno no momento da prisão foi parecido a de um traficante como “Nem”, do Rio de Janeiro. A Assfapom disse ainda, que a assessoria jurídica já está trabalhando em seu habeas corpus preventivo, bem como a soltura de Jesuíno. Outra medida tomada pelo Juiz de Direito Sérgio William Domingues é a determinação de que líderes do movimento grevista da PM devam ficar a no mínimo 300 metros de batalhões e de unidades da Polícia Militar.

Após esses novos fatos, o clima no 5° Batalhão da PM era de tranquilidade com poucas pessoas no local. Já no 1° Batalhão, os manifestantes disseram que as determinações não irão mudar em nada a decisão da greve. “Ao contrário do que eles [governo] pensam o movimento vai ficar mais forte”, afirmou o PM David Silva.


HISTÓRICO


A greve da PM teve início no dia 3 de dezembro, liderada pela a Comissão de Esposas dos Policiais Militares, que é contra as negociações que estão sendo mantida entre o Comando Geral da PM e cerca de sete associações representantes da classe, e desde então diversos acontecimentos marcaram a greve. Para conter o movimento e melhorar a segurança do Estado de Rondônia, umas das medidas tomadas pelo governo foi a solicitação do reforço de 1,2 mil soldados do Exercito Brasileiro e Força Nacional, além da decisão do Superior Tribunal Federal (STF) de multar diariamente em R$ 200, descontado na folha de pagamento.


Na semana passada, aconteceu no Plenário do Tribunal de Justiça uma audiência de conciliação com objetivo de cessar o movimento grevista deflagrado por esposas e familiares de policiais militares, mas não se chegou a um acordo.


POLICIAIS SE APRESENTAM


O comandante da Polícia Militar, coronel Paulo Cesar Figueiredo, ressaltou que a presença efetiva da Força Nacional e Exército têm apresentado um resultado positivo. “Mais de 100 policias se apresentaram, na segunda-feira, sem serem convocados. Municípios como Ouro Preto D’Oeste e Ariquemes, estão voltando a vida normal”. Segundo informações, no último final de semana, nenhuma ocorrência foi registrada no município de Guajará- Mirim.


Já em Porto Velho foram registrados na Central de Polícia, casos de furto a residência, vias fatos, ameaça, latrocínio, direção perigosa, posse de entorpecentes, lesão corporal, rixa e desobediência e dois casos de embriaguês, falta de habilitação, roubo e tráfico de entorpecentes.


ESPOSAS DEIXAM QUARTEIS DA PM


A segunda-feira foi um dia de baixa para o protesto das esposas dos policiais militares com a reabertura dos quartéis de Ariquemes, Ji-Paraná, Ouro Preto d’Oeste e São Francisco do Guaporé, nas primeiras horas da manhã, que logo se espalhou para todo o interior do Estado. A mobilização por melhores salários deflagrou uma greve na Polícia Militar, no dia 4.


Em Ariquemes, nenhuma manifestante se pronunciou, mas em nota elas informaram que a decisão de desobstruírem o acesso ao 7º Batalhão da PM foi tomada depois de conversa com o governador Confúcio Moura (PMDB), que teria “mostrado grande interesse e disponibilidade para o diálogo e a negociação”, diz trecho da nota à imprensa.


Com a reabertura do quartel de Ariquemes, a greve da PM perdeu força, porque o município representava um dos polos de resistência do movimento, onde a paralisação
Estadual teve início.


Ainda na manhã de ontem, policiais militares já patrulhavam as ruas do município, muitos deles a pé. Algumas viaturas, que tiveram os pneus esvaziados, precisaram ser rebocadas para oficinas da cidade.


Com o fim da greve, na cidade, a rotina de policiamento começou a ser retomada. Uma das informações apuradas pelo Diário revela que o comando o 7º BPM deve utilizar parte dos PMs que fazem serviços administrativos para o patrulhamento noturno do centro comercial.

LOJAS

Desde o dia 1º de dezembro as lojas estão autorizadas a prolongarem o horário de funcionamento, mas esse benefício não estava sendo utilizado, por causa do clima de insegurança, provocado pelo aquartelamento dos policiais.


Com o início da greve da PM uma série de crimes foram praticados em Ariquemes. Em um dos episódios, três homens armados com fuzis e escopetas assaltaram uma joalheria e na fuga acertaram o cabeleireiro Antônio José da Silva, 35 anos. No dia seguinte, o banco Bradesco de Buritis também foi assaltado por uma quadrilha que também utilizava armamento pesado.

OAB

Logo no início dos protestos, a seccional Ariquemes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Comercial e Industrial (ACIA) pediram pré-disposição ao diálogo por parte do Governo e dos líderes dos militares.


PATRULHAMENTO É OSTENSIVO EM CACOAL

Mesmo com o impasse da greve das esposas dos policiais militares por um fio, 100 homens do Exército desembarcaram no aeroporto de Cacoal neste domingo. Segundo o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), Sérgio Basila, o grupo vai atuar na região nas próximas semanas. O Exército deve atuar da mesma forma que os policiais militares, com patrulhamento ostensivo e monitoramento. “Nós estamos com nosso serviço prejudicado, estamos só com uma viatura no setor, sendo que usávamos de sete a oito viaturas”, disse. Apesar de não ter havido assaltos, banditismo e outras ocorrências mais graves, houve uma baderna nas avenidas do centro nos últimos dias.

Nesta segunda-feira por volta das 16h, as esposas dos policiais militares em greve em Cacoal marcaram uma reunião e decidiram também pelo fim da paralisação.

TROPA AGE NO CONE SUL

De acordo com o coronel Fossi, são cerca de 400 militares que foram disponibilizados para atender o Cone Sul do Estado, inclusive as cidades de Pimenta Bueno e Cacoal.

Com fuzil 762 e pistolas, os soldados – do grupo de combate - estão dando suporte ao chamado Comando Regional de Policiamento nº 3 (CRP 3º) da PM. Em Vilhena os militares já ocuparam boa parte de uma das principais avenidas da cidade – a avenida Major Amarante.


A equipe do Exército chegou a Vilhena, na tarde de domingo. De acordo com o comandante e coronel do 3° Batalhão de Polícia Militar de Vilhena Francisco Aclaildo, a PM estava atuando nas ruas com apenas uma viatura. As outras cinco foram interceptadas pelas esposas dos policiais. As viaturas estavam no pátio do quartel. Mas na tarde de ontem, as 14h elas resolveram liberar o quartel de Vilhena.

EXÉRCITO DESCARTA INTERVENÇÃO MILITAR

O deslocamento das tropas do Exército Brasileiro para os municípios do interior de Rondônia lembrou uma operação de guerra, com a utilização de caminhões, helicópteros e homens bem armados. Todo esse aparato foi disponibilizado para a garantia da ordem e da segurança pública, durante a greve da Polícia Militar.

Em todo o Estado são cerca de 1,2 mil soldados. 40 viaturas na Capital e 70 no interior.
Para atuar em Ariquemes, o Exército destacou um efetivo de 150 soldados. Na manhã de ontem, parte da tropa já podia ser vista nas ruas da cidade e em pontos estratégicos. Além do policiamento ostensivo, os militares também fizeram blitze preventivas, com abordagens aos motoristas. “O nosso principal objetivo aqui é a garantia da lei e da ordem pública, uma vez que a nossa atuação foi solicitada pelo Estado”, explicou o comandante da tropa em Ariquemes, tenente-coronel José Placídio.


Ao Diário, o tenente-coronel Placídio explicou que a atuação do Exército não se trata de uma intervenção militar na segurança pública de Rondônia. “Estamos trabalhando em cooperação com todas as forças de segurança para preservarmos o direito da população à segurança”, ponderou o oficial.

Para coordenar o trabalho, os comandantes das forças de segurança participaram de uma reunião do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), para definir a participação de cada instituição no serviço de segurança. Estavam na reunião representantes das policiais Civil e Militar, além da Força Nacional, Comando de Operações Especiais (COE), Guarda Municipal e Exército.


Mesmo com o fim da greve no interior do Estado, o efetivo da Força Nacional e do Exército deve ser mantido pelos próximos dias, até a dissuasão de todo o movimento paradista. Não está descartada a redução do efetivo ou o remanejamento da tropa para outras localidades.

Para moradores de Ariquemes, como o açougueiro João Gonçalvez Diaz, a presença do Exército e da Força Nacional pode melhorar a segurança do município. “Todo esse pessoal poderia ficar aqui até o final do ano para garantir um natal mais tranquilo para todos”, sugere o açougueiro.

Desde a chegada dos primeiros agentes da COE e da Força Nacional, o número de ocorrências policiais teve redução em Ariquemes, de acordo com informações do comissariado da Delegacia de Polícia Civil – não foram apresentados dados oficiais para comprovar a queda da criminalidade.


Fonte:http://www.diariodaamazonia.com.br

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS MILITARES DE RONDÔNIA É PRESO PELA FORÇA NACIONAL


O presidente da ASSFAPOM (Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia), Jesuíno Silva Boabaid, foi preso no inicio da noite deste domingo (11) por uma guarnição da Força Nacional qunado retornava da concentração do movimento das esposas do 5ºBPM, onde havia ido prestar apoio as manifestantes, quando uma viatura do GEI- Grupo de Estratégia e Inteligência o seguia, passando informações de sua localização à Força Nacional. Na Jorge Teixeira próximo a Rodoviária duas viaturas da Força Nacional, juntamente com um oficial da Policia Militar de Rondônia pediram que o carro que Jesuino estava parasse.


No momento da abordagem Jesuino estava acompanhado de mais três policiais, policiais da Força Nacional mandou que todos descessem do carro e se deitasse ao chão com as mãos na cabeça, Jesuino não esboçou qualquer reação. Foi levado ao centro de correição e lá foi feito pelo exército, Força Nacional e COE “escudo humano” para que ninguém pudesse passar pelo local.

A segurança inteira da cidade foi disponibilizada para frente do Centro de Correição, mais de 200 policiais fecharam a rua esperando que os manifestantes invadissem o local.


O tratamento ao presidente da ASSFAPOM foi como o dado ao traficante “Nem” de Rio de Janeiro como se fosse um bandido e/ou um criminoso de alta periculosidade, porém estava apenas prestando apoio movimento em favor da valorização salarial dos militares.


Um pedido feito pelo presidente:

“Continuem fortes na luta, não se intimidem com minha prisão, pois esse é o momento de estarmos fortes unidos. Policiais protejam essas esposas que estão à frente dos quartéis, lutando por nós.” Jesuino Boabaid



A comissão das esposas continua na frente dos quartéis, pois entendem que essa prisão arbitrária e covarde só vem a fortalecer o movimento, pois os subterfúgios utilizados pelo Estado para não atender o anseio da categoria chegou ao extremo, onde se utiliza da DITADURA para a contensão da manifestação.


Ada Dantas, presidente interina da ASSFAPOM, disse que o apoio da entidade não será suspenso, e o fato de a justiça querer considerar como o movimento sendo da entidade e não da comissão das esposas chega a ser arbitrário, mas ressalta que “o movimento das esposas tomou proporção estadual, a entidade possui cerca de 900 associados, 98% são policiais da capital, outras 15 entidades também apóiam o movimento, essa prisão covarde é uma briga pessoal entre SESDEC, Comando geral da PM e ASSFAPOM.”


Disse ainda que a assessoria jurídica já está trabalhando em seu habeas corpus preventivo, bem como a soltura de Jesuino que logo estará de volta à luta.
Com informações da ASSFAPOM

Fonte:: http://ftadecamocim.blogspot.com

domingo, 11 de dezembro de 2011

Autorizados pela presidência da República, soldados do Exército iniciaram nesta sexta-feira o patrulhamento das ruas das grandes cidades de Rondônia. Vídeo postado pelo site Rondoniaovivo mostra o medo e apreensão de militares com a aproximação de um contingente nas proximidades do 5º BPM. O Exército não iria realizar nenhuma ação de retomada, mas apenas o serviço normal de patrulha ostensiva. Mulheres pedem calma aos PMs.

Veja o video

Em plebiscito, eleitores do Pará rejeitam divisão do estado

Maioria dos eleitores disse 'não' à criação de Tapajós e Carajás.
Resultado do plebiscito encerra trâmite para a divisão do estado





Gabriela Gasparin
Do G1, em Belém


Os eleitores paraenses decidiram, em plebiscito realizado neste domingo (11), manter o estado do Pará com o território original, segundo informou às 20h08 o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Ricardo Nunes. A confirmação do resultado foi dada com 78% de urnas apuradas, duas horas depois do término da votação.

"Diante do cenário atual, matematicamente, os eleitores do estado do Pará decidiram pela não divisão", afirmou o presidente do TRE paraense.

Às 20h38 (horário de Brasília), com 87,16% das urnas apuradas, o resultado parcial indicava que 67,34% escolheram "não" para a criação do estado de Carajás e 66,79% rejeitaram a criação do estado de Tapajós.

Haviam sido apuradas 12.419 das 14.249 urnas do estado. Quando forem somados, os votos nas urnas restantes não poderão alterar o resultado consolidado. A Justiça Eleitoral registrou abstenção de 25,4%. Do total apurado até este horário, menos de 1% era de votos nulos e 0,49% de brancos. Foram contabilizados os votos de 4,3 milhões dos 4,8 milhões de eleitores paraenses aptos a votar.

Com a decisão das urnas, o trâmite para a divisão do estado se encerrou junto com o plebiscito. Dessa forma, a Assembleia Legislativa paraense e o Congresso Nacional não precisarão analisar a divisão do território e criação dos novos estados.

Resultado parcial do TRE do Pará, de 19h20 (horário de Brasília), indicava que as possíveis capitais de Carajás e Tapajós votaram pela divisão. Marabá tinha 93,68% de 'sim' para a divisão, e Santarém tinha 98,85% para dividir. Belém, no entanto, tinha 94,07% para o 'não' em relação à criação de Tapajós e 95,09% de 'não' para Carajás.

'Forma eficiente'

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, comemorou a rapidez na divulgação do resultado parcial do plebiscito cerca de duas horas após o encerramento da votação.

"Penso que não apenas a cidadania está madura do ponto de vista cívico, mas a tecnologia eleitoral brasileira está muito avançada, conseguimos apurar o resultado matematicamente consolidado em duas horas depois do fechamento das urnas. Hoje foi um teste importante e verificou-se que o povo pode ser consultado rapidamente de forma eficiente e econômica", disse.

Para Lewandowski, o percentual de abstenção (25,4% às 20h11 - horário de Brasília) está dentro da normalidade. "Os índices de abstenção são relativamentes pequenos em um país de dimensões continentais. Acredito que a democracia no Brasil está consolidada", completou o presidente do TSE.



Votação



A votação começou às 8h, em mais de 14 mil seções eleitorais do estado do Pará. Os eleitores responderam a duas perguntas "Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado de Carajás?" e "Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado do Tapajós?". O número 77 correspondeu à resposta "sim" para qualquer uma das perguntas. E o número 55 foi usado para o "não".

Em 277 locais considerados de difícil acesso, a votação foi feita em urnas ligadas a baterias, que transmitiram os votos via satélite.

Durante todo o dia, mais de três mil militares do Exército reforçaram a segurança em 16 cidades do Pará, incluindo os municípios de Santarém e Marabá, que seriam as capitais dos novos estados.

Os outros municípios que contaram com segurança foi Altamira, Brasil Novo, Monte Alegre, Alenquer, Óbidos, Juriti, Oriximiná, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Redenção, Tucumã, Orilândia do Norte, Bacajá e Anapu.

Ausência



Os eleitores que não compareceram para votar terão 60 dias para justificar a ausência nas zonas eleitorais em que estiveram inscritos. Mesmo se tratando de um plebiscito, as exigências são as mesmas para eleições regulares. Quem deixou de votar e não apresentou a justificativa será multado e pode ter o título de eleitor cancelado.

Pesquisa



Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada na noite de sexta-feira (9) já apontava que a maioria dos eleitores do Pará rejeitaria a divisão do estado. O levantamento, terceiro e último feito pelo instituto antes do plebiscito, apontou que 65% dos entrevistados eram contrários ao desmembramento do Pará para a criação do estado de Carajás, e 64%, contrários à divisão para a criação de Tapajós.

A pesquisa foi feita de terça (6) a quinta (8), com 1.213 eleitores em 53 cidades paraenses e encomendada pelas TVs Liberal e Tapajós, afiliadas da TV Globo no Pará, e pelo jornal "Folha de S.Paulo". A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.


No Pará, moradores de comunidade ribeirinha faz campanha contra a divisão do Pará (Foto: Tarso Sarraf/AE)

Fonte:http://g1.globo.com/politica/noticia/2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Urgente: Polícia Militar em Jaru adere ao movimento grevista e portões do quartel são trancados

“Aqui nenhum policial entra ou sai até que nossa luta pelo realinhamento salarial seja atendido”, destacou uma das esposas manifestante.



Por volta das 06h40min da manhã deste sábado (10), a 1ª Cia de Policiamento Ostensivo da cidade de Jaru teve seus portões trancados e pneus de viaturas esvaziados pelo movimento popular conduzido pelas esposas de militares que montou uma barraca em frente ao portão do quartel, onde também hastearam faixas de reivindicação.

“Aqui nenhum policial entra ou sai até que nossa luta pelo realinhamento salarial seja atendido”, destacou uma das esposas manifestante. Neste momento a cidade está desguarnecida de patrulhamento da Polícia Militar. Os policiais que se apresentaram para trabalhar nesta manhã estão trancados dentro do quartel e sem viaturas.

Mesmo com o anuncio dado pelo governo do estado de Rondônia baseado em uma decisão do Supremo Tribunal Federal e da Justiça de Rondônia, que considerou ilegal o movimento grevista, o qual também informou que os dias parados serão descontados da folha de pagamento dos policiais, as esposas dos PMs não se intimidaram e engrossaram o movimento já aderido em mais de 13 cidades rondonienses. “O governador disse que está preparado para atuar até por seis meses caso este movimento perdure, pois pagamos pra ver, não arredaremos até a obtenção de nossos objetivos”, finalizou uma integrante do movimento.









Fonte:http://www.jaruonline.com.br

Pesquisa aponta rejeição no plebiscito sobre divisão do Pará segunfo o Datafolha de 64% e 65%

A rejeição dos eleitores paraenses à proposta de divisão do Estado se manteve maior que 60%. Segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem, 65% são contra a criação do Carajás e 64% são contra a criação do Tapajós.

Os números favoráveis à união do Pará oscilaram para cima em relação à última pesquisa, concluída em 24 de novembro. Na ocasião, 62% dos paraenses eram contra a criação do Carajás, e 61% rejeitavam a criação do Tapajós. O Datafolha ouviu 1.213 eleitores em 53 municípios do Pará nos dias 6, 7 e 8 deste mês. O percentual de eleitores favoráveis aos dois novos Estados permaneceu no mesmo patamar, dentro da margem de erro: 31% são a favor do Carajás e 32% são a favor do Tapajós.

A diferença é que diminuiu a quantidade de eleitores indecisos, ao mesmo tempo em que cresceram as intenções de votos contra a divisão. No primeiro Datafolha sobre o plebiscito, realizado entre os dias 7 e 10 de novembro, 58% eram contra o Carajás e contra o Tapajós.

Houve um acréscimo na rejeição de oito pontos percentuais para o Carajás e sete pontos percentuais para o Tapajós. Os indecisos agora são 4%. O Datafolha ressalta que a pesquisa reflete a opinião dos eleitores nesta última semana de campanha e não pode ser analisada como uma previsão exata do resultado.

A rejeição aos novos Estados atingiu nível recorde na área do Pará remanescente. Na região, onde está a maior parte dos eleitores, 92% são contra o Carajás e 90% são contra o Tapajós. Entre os eleitores do Carajás, 80% querem virar um novo Estado. No Tapajós, esse percentual é de 79%.

REAÇÕES

As lideranças políticas contra a divisão festejaram os números da pesquisa. Mas, as lideranças favoráveis à criação de Carajás e Tapajós afirmam que os números desfavoráveis não desanimam e continuam firmes na expectativa de que o resultado das urnas será favorável à divisão.

O presidente da frente pró-criação do Estado do Carajás, João Salame, assegura que os números da pesquisa não mudam em nada. “Quem defende uma causa não pode se abater por causa de pesquisa”. Para os partidários da separação, há duas possibilidades que podem beneficiar a criação do Carajás e Tapajós. A primeira delas é o voto silencioso, que Salame afirma que acredita que haverá. Seriam pessoas que não declaram o voto porque não se sentem à vontade para tal, mas têm simpatia pelos dois Estados.

Outra situação que os partidários do “Sim” acham possível é a abstenção na região nordeste do Pará, já que a votação acontece após o feriado de quinta-feira, 8, o que poderia ajudar a reduzir o percentual de votos contra a divisão do Estado. “Apesar dessa pesquisa do Datafolha mostrar que a maioria é contra, nas urnas pode ser diferente, ainda acreditamos na vitória do sim para o Carajás e para o Tapajós”, afirma. O deputado compara à pesquisa do Datafolha que, em 2010, aponta Salame, afirmou que a presidente Dilma Rousseff perderia para José Serra, mas as urnas mostraram o contrário.

POVO

No entanto, o líder da frente contra o Carajás, Zenaldo Coutinho, os números refletem o que o povo paraense vai votar. O deputado acredita que até a hora da votação outras pessoas se decidirão pelo “Não”. “Acredito que as urnas vão mostrar cerca de 70% de votos contra a divisão”, ressalta Coutinho.

Na região nordeste, que abriga 64% dos eleitores paraenses, Coutinho afirma que a maioria esmagadora é contra a divisão e que é isso que as pesquisas refletem. Mas, ele diz que também nas regiões oeste e sul, que pretendem se emancipar, também existem pessoas contra a divisão. “As sucessivas pesquisas e esta última estão dentro do que acompanhamos nas ruas, nas campanhas”.

Tanto o líder contra o Carajás quanto Celso Sabino, que lidera a frente contra o Tapajós, afirmam que a campanha na TV e rádio ajudou muito a expandir a força contra a divisão do Pará. “A campanha na mídia foi fundamental, desmistificou informações não verdadeiras sobre números”, ressalta Coutinho.

Os dois também acreditam que os debates nas TV’s RBA e Record ajudaram a consolidar o sentimento do paraense contra a divisão, sem contar nos “erros” que a campanha dos partidários do Sim cometeu, especialmente, aponta Zenaldo, com cenas de pessoas esbofeteando as outras.

Já Sabino aponta também para a campanha nas ruas, trabalho árduo de lideranças e dos voluntários. Ele afirma que, além da região nordeste, também houve campanha de esclarecimento contra a divisão no oeste, sul e sudeste.

O presidente da frente pró-Tapajós, Joaquim Lira Maia, diz que está “confiante e otimista” na vitória do sim. “Estamos apostando na abstenção em Belém”. Pelas contas do deputado, se a frente conseguir 25% dos votos dos eleitores do novo Pará, “a gente leva essa eleição”, confiante de que o Sim já conquistou 85% dos eleitores do oeste do Estado.

Sobre as pesquisas, ele diz que “a credibilidade (do instituto) junto ao povo do Pará não é tão boa”. A pesquisa foi encomendada em uma parceria entre Folha e Rede Globo.

Fonte:http://diariodopara.diarioonline.com.br

STF condena, mas deputados não são presos

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) não consegue superar uma estatística incômoda. Apesar de já ter condenado cinco deputados desde o ano passado - um deles o crime prescreveu -, até agora nenhum parlamentar acusado da prática de crime foi preso ou começou a cumprir pena por ordem do Supremo.


O deputado Natan Donadon (PMDB-RO) e os ex-deputados José Tatico (PTB-GO) e Zé Gerardo (PMDB-CE) recorreram das condenações. Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) ainda espera a publicação do acórdão para decidir de vai recorrer. Somente depois do julgamento dos recursos, as penas começarão a ser cumpridas.

O ex-deputado Cássio Taniguchi (DEM-PR) também foi condenado, mas o STF considerou que o crime estava prescrito.

O caso mais atrasado é o do primeiro parlamentar condenado desde que o deputado Chico Pinto foi sentenciado a seis meses de detenção, em 1974, acusado de violar a Lei de Segurança Nacional durante o governo militar. Zé Gerardo foi condenado em maio de 2010 por crime de responsabilidade a pagar 50 salários mínimos a uma instituição social ou cumprir pena de dois anos e dois meses de detenção. Ele recorreu, mas o ministro Celso de Mello ainda não liberou o processo para ser julgado.

Na semana passada, o Supremo começou a julgar o recurso de José Tatico. Mas, além de não concluírem o julgamento, os ministros ainda podem anular a pena de sete anos de prisão em regime semiaberto por sonegação e apropriação indébita de contribuição previdenciária.

Depois de condenado pelo STF, Tatico recorreu pedindo a anulação da pena por ter quitado os mais de R$ 750 mil que deixou de recolher aos cofres da Previdência Social entre janeiro de 1995 a agosto de 2002. O relator do processo, ministro Carlos Ayres Britto, votou por rejeitar o recurso de Tatico e ordenava, com isso, sua prisão imediata. Entretanto, o pedido de vista do ministro Luiz Fux interrompeu o julgamento, que deve ser retomado apenas em 2012.

Fonte:http://www.estadao.com.br

Procurador do MS pede a construção de presídio para corruptos

O procurador da República de Mato Grosso do Sul, Ramiro Rockenbach, quer que a União construa um presídio federal para corruptos. O pedido foi proposto esta semana em uma ação civil pública ajuizada na Justiça Federal daquele Estado. O presídio seria, segundo ele, uma resposta concreta do Poder Judiciário às mobilizações sociais realizadas em todo o Brasil. Dados apontam que a União deixou de aplicar no sistema penitenciário mais de R$ 1,8 bilhão.

A medida marca a semana em que é celebrado o Dia Internacional de Combate à Corrupção, comemorado nesta sexta-feira, 9 de dezembro. Segundo levantamento da organização Tranparency International, em 2011 o Brasil ocupa o 73º lugar entre as mais de 180 nações do mundo.

Segundo o procurador, a Polícia Federal prende, o MPF denuncia e a Justiça Federal condena, mas a União não dispõe de um local para colocar os condenados por crimes federais. Dados do sistema penitenciário apontam que existem atualmente 1.400 condenados por corrupção, mas ninguém não sabe onde eles estão. “Estão presos?”, questiona.

Rockenbach argumetna que o presídio de corruptos daria mais transparência e serviria como termômetro para medir o desfecho dessas ações. “As autoridades precisam refletir sobre seu próprio papel e a sociedade precisa saber quem não está fazendo sua parte”, afirmou.

De acordo com o procurador, com o presídio, “os corruptos, no Brasil, passarão a ter endereço certo sempre que a Justiça entender que é caso de prisão”.

Ainda segundo ele, isso possibilitaria um maior controle social baseado em estatísticas. “Se em vez de superlotação carcerária, como a maioria dos presídios brasileiros, o da corrupção estiver vazio, é sinal que todas as autoridades que atuam contra os desvios de dinheiro público precisam sentar, conversar e rever conceitos.”

Rockenbach observa que é preciso compreender que o presídio federal para corruptos não é uma prisão especial para garantir mordomias. “Ao contrário, é um lugar específico em defesa da moralidade, da honestidade e da ética com a coisa pública”. Ele observa que se eles são os responsáveis por desvio de recursos públicos que iriam para a educação e saúde, por exemplo, e eles (os corruptos) não estão nem aí, não podem ser pessoas normais. Por isso, o presídio federal para corruptos contaria com uma equipe multidisciplinar para estudar a “mente dessas pessoas”. A ação, segundo ele, almeja dar mais transparência à punição contra os corruptos e não apenas puni-los, “mas estudá-los, compreendê-los, reeducá-los para, talvez, mudar o curso dessa história que preocupa a todos”.

A diferença entre a carceragem federal para presos de alta periculosidade e a para corruptos não será apenas estrutural, pois nesse aspecto os corruptos devem cumprir pena como os demais presos, sem quaisquer regalias ou privilégios. E os parâmetros deverão ser estabelecidos pelo órgão competente, o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN).

Um presídio federal para corruptos é uma garantia a mais para a sociedade. Não se está, portanto, pulando uma etapa no processo de punição. Ao contrário, o objetivo é assegurar que todo e qualquer corrupto, existindo motivo e decisão judicial para tanto, possa ter um lugar próprio para ser preso e reeducado.

Fonte:http://www.estadao.com.br

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Susipe nega ação de facções dentro dos presídios

Depois que o DIÁRIO publicou no domingo (4), com exclusividade, matéria denunciando a atuação de grupos de facções criminosas nas penitenciárias do Pará e suas supostas regalias nas celas do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará CRPP-III, tido como de segurança máxima, o tenente-coronel PM André Luiz de Almeida e Cunha, superintendente do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), negou essa possibilidade.

André Cunha reconheceu que “existem alguns problemas nas unidades prisionais”, mas descartou a atuação de facções nas casas penais.

As denúncias sobre uma “guerra” entre chefes de facções e a concessão de regalias para detentos que integrariam a facção criminosa PCC, de São Paulo, constam de um documento encaminhado diretamente do CRPP-III ao DIÁRIO. Uma das páginas traz a lista de regalias autorizadas pelo capitão Janderson Paixão, diretor daquela unidade. A lista de material permitido para uso dos internos foi modificada para a inclusão de escovas de dente com cabos inteiros, que podem ser usadas como estoques, liberação de energia elétrica para as celas, espelhos que podem virar uma arma cortante e até fogão elétrico passaram a ser itens permitidos.

O denunciante informou que a mudança na lista foi solicitada pelo detento Taurino Lemos da Conceição, que seria um dos líderes da facção. A lista de produtos tem ainda queijos, temperos industrializados, açaí, frutas, hidratante para o corpo, cremes antitranspirantes, revistas e fio dental.

Uma fonte do próprio CRPP-III informou que o controle da cadeia estaria nas mãos de alguns detentos -além de Taurino, seu irmão, Talvick Lemos da Conceição, Alan Pires de Andrade (“Bob Esponja”) e Jardel Teles Nogueira, todos integrantes da “filial” paraense da facção criminosa paulista.

Todas essas denúncias da matéria publicada pelo DIÁRIO foram negadas pelo superintendente da Susipe. “Não há nenhum elemento sustentando que eles [facções] estejam atuando nos presídios. Entendo que há conversas, conexões com outras pessoas de outros estados. O Centro Estratégico Integrado e o Núcleo de Inteligência da Polícia nunca constataram nada nesse sentido”, disse Cunha.

REVISTAS

Segundo ele, uma das medidas adotadas para o controle interno das casas penais são as constantes revistas nas celas, como as operações “Sentinela do Norte”, que em dois meses apreenderam mais de 600 aparelhos celulares, carregadores, armas brancas e drogas nas casas penais. Na última delas, foram recolhidos 330 celulares e 22 armas brancas. “Precisamos avançar no combate à entrada desse material. É um fluxo contínuo e precisamos enfrentar”, admitiu.

Cunha apontou três pontos que precisam ser vencidos para coibir a entrada de materiais irregulares nas casas penais: a estrutura física de algumas unidades; a falta de equipamentos eletrônicos de detecção de material eletrônico nos presídios (alguns estariam com defeito); e, principalmente, o vício da conivência de funcionários, que seriam os responsáveis por permitir a entrada de material ilegal. “Já vi pessoas serem presas, demitidas. Isso é um fato. Por isso precisamos manter a vigilância.”


Fonte:http://diariodopara.diarioonline.com.br

Soterrado: 42 horas de agonia até resgate

Após 42 horas de aflição, familiares e amigos de Luíz Antônio Oliveira da Silva, de 24 anos, puderam presenciar a cena que aguardavam com tanta ansiedade: a retirada do corpo de Luís de um poço no qual havia sido soterrado na manhã da última terça-feira, no quintal de uma residência na passagem Bom Jardim, na rua Paula Roberta, no bairro Santa Clara, em Marituba.

O desfecho do drama que chocou a opinião pública paraense ocorreu por volta das 5h da madrugada de ontem. À medida que os bombeiros içavam o corpo de Luíz Antônio, a emoção tomava conta de familiares e amigos.

Apesar de as lágrimas escorrerem pelo rosto, o sentimento de alívio amenizava a dor. “Era tudo o que eu estava pedindo pra Deus”, simplificou Carla de Oliveira, esposa de Luíz Antônio.

Já a mãe de Luís preferiu agradecer a todos que compareceram ao local para prestar solidariedade. “Gostaria de agradecer a todo mundo que acompanhou tudo até agora”, declarou emocionada Cecília Ramos de Oliveira, 43, enquanto era amparada por familiares.

O sofrimento também sensibilizou vizinhos. “A gente quJustificare também é mãe fica comovida”, revelou Maria dos Anjos, vizinha da família da vítima.

Maria Cristina Rodrigues, 31, prima de Luís Antônio, destacou o empenho dos agentes do Corpo de Bombeiros. “Queríamos agradecer ao trabalho incansável dos bombeiros, que não desistiram nunca”, enfatizou. E, para obter êxito no procedimento de retirada do corpo, o Corpo de Bombeiros mobilizou agentes de cinco unidades da corporação. Segundo o tenente-coronel Cavalcante, foram aproximadamente 80 homens envolvidos na ação

Fonte:http://www.diarioonline.com.br

Greve da PM: Governo faz último esforço e Presidente Dilma Roussef autoriza o uso de tropas do Exército


Num último esforço para por fim ao movimento grevista da Polícia Militar, iniciado na manhã do último sábado (3), o governador Confúcio Moura participou pessoalmente da reunião convocada pelo desembargador Walter Waltemberg para tentar uma conciliação. O governador conversou com lideranças dos grevistas, quando mais uma vez falou da limitação financeira do Estado e reafirmou a proposta oficial de conceder 12,6% de reajuste em três parcelas de 4,2%, com a antecipação de uma das parcelas.

A proposta do governo é conceder 12,6% da seguinte forma: parcelas de 4,2% em janeiro e outubro de 2012, e abril de 2013, mais as duas parcelas do reajuste linear anual a todos os servidores, nos meses de abril e outubro. Na reunião no Tribunal de Justiça na tarde desta sexta-feira (8) o governador aceitou antecipar a parcela de 4,2% que seria paga no mês de outubro, para o mês de agosto.

Os grevistas insistem no pedido de 44%, número apresentado pela categoria como o acumulado das perdas salariais nos últimos dez anos. Não apresentaram até agora, porém, com base em qual indicador econômico chegaram a tal índice. Nesta manhã o secretário de Segurança Pública, Marcelo Bessa voltou a reunir o Gabinete de Gestão Integrada, que reúne todos órgãos ligados a segurança pública, mais Exército, Ministério Público, Judiciário e outros, quando afirmou que em nenhum momento o governador Confúcio Moura ou qualquer membro de seu governo tenha firmado compromisso com outro índice de reajuste diferente dos 12,6%.

“O governo se comprometeu a estudar o pedido de reajuste, mas jamais firmou compromisso com o índice de 44%. Desafio qualquer liderança do movimento a apresentar uma ata ou gravação que contenha um compromisso do governo”, disse Bessa, ao contestar a informação que vem sendo disseminada pelos grevistas de que o governo descumpriu acordo.

PEC 300

Para o comandante geral, coronel Paulo Cesar Figueiredo, com os reajustes oferecidos pelo governo, o soldo do soldado vai para R$ 3,15 mil, muito próximo do que reivindica a classe dos soldados de todo o Brasil, que estão mobilizadas pela aprovação da PEC 300, que se aprovada definirá um piso nacional em torno de R$ 3,2 mil a 3,4 mil.

Enquanto a PM se mantém em greve, o governo continua recebendo reforço de policiais da Força Nacional. Nesta sexta-feira (9) são esperados mais 198 homens. De acordo com o secretário Bessa, da Segurança, mesmo com a polícia militar em greve, será possível baixar os índices de criminalidade na capital. Bessa aproveitou para advertir os grevistas que qualquer tipo de ataque aos policiais da Força Nacional, como já ocorreu, será crime federal e os envolvidos serão levados, por conseqüência, à Polícia Federal.

Exército

No início desta noite o secretário Bessa divulgou nota na qual comunica a autorização da presidente Dilma Roussef, para que o Exército possa atuar na Garantia da Lei e da Ordem em Rondônia. Acompanhado do Comando da PM, Bessa se reuniu com o general comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, Ubiratan Poty, para definir as ações de emprego da tropa do Exército, de modo a restituir a total normalidade do policiamento em todo o Estado.

A autorização da presidente Dilma foi publicada no Diário Oficial da União número 235, desta quinta-feira, à folha 02. Serão empregados 1.200 homens da operação.


Fonte:http://www.rondonoticias.com.br

Greve da PM atinge 100% em Rondônia, diz presidente da Assfapom


Representantes das várias associações que congregam policiais militares em todo o Estado de Rondônia afirmaram hoje que a greve já atingiu 100% de todos os quartéis, destacamentos e companhias do Estado.

Ontem à tarde surgiu o comentário de uma possível reunião entre o Governo do Estado, a Justiça e o movimento grevista, mas, segundo o presidente da Assfapom, Jesuino Boabaid, não houve qualquer situação à respeito.

Segundo ele, a greve vai continuar independente da ilegalidade declarada pela Justiça. Enquanto policiais estão aquartelados, as esposas dos militares reivindicam 44% de reajuste salarial e outros benefícios.


Fonte:http://www.rondoniadinamica.com

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tecnologia usada pela PM de São Paulo detecta 400 rostos por segundo


Foragidos, pessoas desaparecidas, indivíduos com passagens pela polícia. Os rostos de toda essa ‘multidão’ já podem ser captados pela Polícia Militar de São Paulo, que adquiriu uma tecnologia avançada para combater o crime.

Os óculos especiais são capazes de captar nada menos do que 400 rostos por segundo e fazer a sua biometria facial. Até veículos roubados podem ser detectados, através da identificação da placa.

A parafernália é capaz de armazenar até 14 milhões de imagens, que ficam armazenadas no banco de dados da PM.

Com um poder de captação impressionante, o aparelho identifica 14 mil pontos do rosto ‘fotografado’, o que permite distinguir diferenças marcantes entre irmãos gêmeos, por exemplo.

A tecnologia é de origem israelense e muito utilizada com fins militares, no patrulhamento de fronteiras. No Brasil, a Polícia Militar testou o sistema durante o show de U2.

Segurança

Ao mirar numa pessoa qualquer na rua, os óculos ‘informam’ se ela tem algum registro suspeito no banco de dados da polícia. Para os especialistas, isso ajuda o policial a se precaver na hora da abordagem. “Isso protege tanto o policial como o próprio cidadão”, disse o major Leandro Pavani.

Esperança

Graças à Copa 2014 e às Olimpíadas 2016, alguns estados brasileiros se viram num beco sem saída e tiveram que começar a investir em segurança pública. É lamentável que a preocupação seja dedicada mais ao estrangeiro do que aos nativos (senão, já teriam adquirido o troço há tempos!). Mas não deixa de ser uma esperança.

Básica ‘lembrança’...

Todo esse indicativo de primeiro mundo na segurança púbica do país não levará a nada, se o portador do aparelho – o policial – não tiver a mesma atenção prestada pelos governos. É bom não nos esquecermos disso.

Pronunciamento do Governador Confúcio Moura à respeito da Greve da PM em Rondônia FONTE: http://policialbr.ning.com/profiles/blogs/pronunciamento-do-

'Com o proposto, a PM de Rondônia terá o quinto maior salário do País', diz Confúcio no Facebook

Governador fala sobre a paralisação da Polícia Militar aos internautas da rede social Facebook.



Confúcio Moura (PMDB) já provou ser adepto das redes sociais na internet. Quando não atualiza o blog, fala diretamente aos internautas pelo Facebook ou via Twitter. Desta vez, o Governador resolveu desabafar aos usuários sobre a paralisação da Polícia Militar em Rondônia. Voltou a dizer que greve dos militares é vedada por lei e que a Justiça já determinou a ilegalidade do movimento. Também disse aos usuários que o reajuste oferecido aos policiais foi de 12,6% e que com o proposto a PM em Rondônia passaria ter o 5º maior salário do Brasil. Confira o que disse na íntegra o Governador Confúcio Moura.

Gostaria de falar algumas palavras para vocês que me acompanham pelo Facebook sobre a paralisação de uma parcela dos policiais de Rondônia.

É preciso, antes de mais nada, que vocês saibam: todas as providencias foram tomadas para reforçar a segurança. A prioridade é o bem estar da família rondoniense: Temos apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, do Mistério público. A força Nacional está presente, foi solicitado apoio do exército e, a maior parte dos policiais, que não aderiu ao movimento de paralisação, está se desdobrando para cumprir com a sua tarefa. Sobre o movimento cabe dizer: Não se trata de greve. Policial é impedido, por lei, de fazer greve. E ninguém está acima da lei. Ninguém deveria estar acima também do bom senso.

Oferecemos reajuste de 12,6% à categoria, sem prejuízo da reposição que será concedida a todos o funcionalismo no ano que vem. Incorporados ao soldo em 3 parcelas. Isso é muito mais do que foi concedido nos últimos 8 anos. Está no limite do que a nossa capacidade de pagamento e a responsabilidade fiscal permitem. Peço a colaboração responsável de todos esses profissionais. Com o proposto, a PM de Rondônia passará a ter o quinto maior salário do Brasil. É hora de reconhecer que estamos avançando. A Justiça já sentenciou a ilegalidade da greve. O policial deve retornar ao trabalho, para cumprir a sua missão de dar segurança a população e para evitar também as conseqüências previstas na lei. Gostaria de ouvir a opinião de vocês internautas.

FONTE: http://policialbr.ning.com



SEM POLÍCIA, POVO REAGE CONTRA BANDIDAGEM, AGRIDE E PRENDE SUSPEITO EM PORTO VELHO

Greve na PM: Reunião de autoridades define metas para minimizar clima de insegurança no setor financeiro

Apesar da greve que já dura quase duas semanas, o contingente da Polícia Militar em Rondônia é de aproximadamente 40% e, a partir de amanhã (8/12), este número vai ser de mais de 50%, além da garantia do apoio irrestrito da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da própria Polícia Civil, que apesar de ter feito uma paralisação de 24 horas, ainda mantém um efetivo no Estado de 30%.

Essa foi a garantia dada pelos coordenadores da segurança pública no Estado, em uma reunião que acabou agora há pouco, na Secretaria de Estado de Segurança Pública, Defesa e Cidadania (Sesdec), que contou com a presença do Major Mauro Ronaldo (Secretário Executivo do Gabinete de Gestão Integrada da Sesdec), Coronel Angelina Ramirez (Coordenadora de Planejamento Operacional a nível estadual), Coronel Faller (Coordenador Regional de Policiamento I), o presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO), José Pinheiro, do Superintendente do Banco do Brasil, Edvaldo Sebastião, do Gerente Regional da Caixa Econômica Federal, Wilson Alves S. Filho, Gerente Regional do Bradesco, Carlos Arakaki, do presidente do Sindicato dos Lotéricos de Rondônia, Francisco de Assis, do gerente operacional do HSBC, Valdemar Borges, superintendente interina do Banco da Amazônia, Rosilda Hoffman, representantes das cooperativas de crédito, além de outros gestores e executivos de empresas e instituições do ramo financeiro rondoniense.

José Pinheiro questionou as autoridades sobre a garantia de vigilância do efetivo policial disponível nas agências, a fim de permitir um sentimento de segurança para os trabalhadores, clientes e usuários e, assim, evitar o fechamento das agências por conta do medo dos funcionários.

“Temos que ter garantias que os trabalhadores poderão ir e vir dos seus locais de trabalho em segurança, do contrário, poderemos, por meio de assembléia, decidir para que estes pais e mães de família não vão trabalhar”, mencionou Pinheiro.

O Major Mauro Ronaldo, que liderou a reunião por conta da ausência do secretário Marcelo Bessa, disse que além do policiamento que está sendo remanejado para suprir os ‘buracos’ que ficaram com a greve que já atinge os municípios de Ariquemes, Buritis, Ji-Paraná, Ouro Preto, Cacoal, Porto Velho e Guajará-Mirim, pelo menos 250 homens da Força Nacional de Segurança já estão liberados para deslocamento à Rondônia, a partir da próxima sexta-feira, 9/12.

“Vamos concentrar a atenção para garantir a segurança plena nas agências, menos nos caixas de autoatendimento”, destacou a coronel Angelina Ramirez.

Ao final da reunião, ficou agendada para amanhã, 8/12, a partir das 11h30, uma nova reunião entre os representantes dos bancos, das lotéricas, das cooperativas de crédito e dos trabalhadores com os representantes da Segurança Pública rondoniense.

ASSEMBLÉIA O SEEB/RO convoca os trabalhadores bancários e do ramo financeiro de Rondônia para uma assembléia geral que se realizará nesta quinta-feira, 8/12, a partir das 16h30, na sede do Sindicato, sito à Rua Gonçalves Dias, nº 110, Centro, em Porto Velho, para analisar e informar sobre a situação de crise na segurança pública do Estado a potencial possibilidade de paralisação das atividades até o reestabelecimento da ordem pública.

Fonte:http://www.tudorondonia.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Greve na PM: Ministro manda 250 homens da Força Nacional para R0

Brasília- O Ministério da Justiça autorizou o deslocamento de cerca de 250 homens da Força Nacional para garantir a segurança pública no Estado de Rondônia, segundo anunciou nesta terça-feira (06) o senador Valdir Raupp após encontro com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo. Os soldados da Força Nacional estarão em Porto Velho e nas principais cidades do estado, a exemplo de Ariquemes, Ji-Paraná, Guajará-Mirim e outras até quinta-feira, dia 8, para reforçar a segurança dos rondonienses em virtude da greve da Polícia Militar.

O senador disse que fez o pedido ao ministro da Justiça após se reunir com o governador Confúcio Moura, na segunda-feira, em Porto Velho, e conversar com o secretário de Segurança Pública do Estado, Marcelo Bessa. A greve da PM vem causando que um clima de insegurança no estado o que vem deixando a população temerosa de que fatos desagradáveis ocorram, disse o senador Raupp.

Adiantou que nesta terça-feira (06) participou de inúmeros encontros com autoridades do governo federal e com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, buscando um reforço para a segurança pública em Rondônia. No final da tarde, o ministro autorizou a liberação dos soldados da Força Nacional para o estado, frisou o senador.

Fonte:http://www.tudorondonia.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Greve dos militares estraga a relação entre Presidente da Assembléia e a Governadora do Maranhão

Quando os militares pararam as atividades e acamparam no prédio da Assembléia Legislativa, as pessoas que vivem de perto os acontecimentos políticos entenderam que aquele movimento iria render bem mais do que parecia.

Mesmo sem conotação política, sem uma força política forçando a paralisação ou alimentando a greve, os estragos no cenário administrativo do Estado foram grandes.

O jornalista Luis Cardoso traz à tona a revelação feita pelo deputado governista Afonso Manoel. Segundo o parlamentar, existe um distanciamento entre Arnaldo Melo, presidente da Assembléia, e Roseana Sarney, governadora do Estado. Afonso Manoel dise que a Governadora não aprovou e nem gostou de Arnaldo Melo ter permitido o acampamento dos militares no prédio da Assembléia.

Leia mais:

A governadora Roseana Sarney não aprovou e nem gostou do presidente Analdo Melo abrir a Assembleia Legislativa e deixar os militares acomparem alí. A revelação foi feita agora há pouco (às 19h10) pelo deputado da base aliada do governo, Afonso Manoel, que elogiou a postura imparcial do presidente da AL durante o episódio da greve.

O parlamentar achou que a demora nas negociações por parte do governo atrapalhou o imediato fim do impasse e lembrou que mesmo sendo da base governista, tinha que colocar sua visão sobre o assunto.

Afonso Maonel deu a entender que existe hoje uma certa diferença nas relaçõe4s entre a presidência da Assembleia Legisllativa eo o Palácio dos Leões. E pediu que reine a maturidade e o bom senso.

O Petista Zé Carlos da Caixa, que teve papel fundamental nas negociações, lamentou que por omissão do secretário de Planejamento o movimento grevista não deveria ter sido nem iniicado.

Para o vice-líder do governo, deputado Magno Bacelar, a greve foi conduzida de forma irresponsável e que o governo agiu com correção ao pedir a decretação da ilegalidade da greve.

Fonte:http://www.louremar.com.br/ e http://www.luiscardoso.com.br

RONDÔNIA - Bandidos decretam toque de recolher na cidade de Confúcio


Bandidos decretam toque de recolher na cidade de Confúcio


Comerciantes e moradores estão apavorados e apelam ao Governo para que tome uma providência urgente.

Da reportagem do TUDORONDONIA

Ariquemes, Rondônia – A greve da Polícia Militar atingiu em cheio os comerciantes de Ariquemes, terra do governador Confúcio Moura (PMDB). Com medo da onda de violência que tomou conta da cidade a partir da paralisação dos policiais militares, os comerciantes foram obrigados a fechar as portas em pleno mês de dezembro.

“Existe aqui um toque de recolher imposto pela bandidagem”, relatou, por telefone, um comerciante de Ariquemes que se disse revoltado com a inércia do Governo em resolver o problema.

O comércio de Ariquemes fechou as portas e a população teme sair às ruas.
Vários assaltos foram registrados na cidade nas últimas horas.

FONTE: http://policialbr.com

Nota APRA- sobre que tabela será apresentada pelo Governo-implantação do Subsídio

QUE TABELA SERÁ APRESENTADA PELA SEAP – IMPLANTAÇÃO DO SUBSÍDIO

POSICIONAMENTO DA NOSSA ENTIDADE.

Prezados Praças da Policia Militar do Paraná

É de salientar inicialmente a louvável iniciativa do Governo Estadual e do Comandante Geral da PMPR em convidar a APRA para as diversas reuniões de interesse a nossa classe miliciana que ocorrerão segundo agenda já fixada, assim, sentimos neste ponto um avanço democrático e uma boa vontade do Governo no sentido de ouvir os clamores dos praças da PMPR.

Considerando este fato um avanço, a APRA, representada por sua diretoria enfatiza aos seus associados que atua de forma independente na reivindicação de conquistas pertinentes a nossa classe, dialogando, respeitando as instituições e este governo vigente, tomando posturas firmes e críticas quando necessárias, porém colaborando quando chamada e elogiando quando achar pertinente.

No tocante a implantação do Subsídio, queremos deixar claro que estaremos atentos a resguardar os nossos direitos de um reajuste digno, que venha a repor as nossas perdas, e que acima de tudo não nos prejudique ou nos coloque em grau de inferioridade quanto a reposição salarial; estaremos atentos as regras de reajuste, para que estas não venham a prejudicar as classes de praças e sejam equivalente a dos oficiais, promovendo princípio de igualdade no trato de questões salariais; porém devemos aguardar esta etapa em reuniões com o Sr. Comandante Geral e da postura deste Comando no trato das negociações futuras, no respeito que destinará as praças; enfatizamos que até o presente momento ainda não se vislumbrou nenhum projeto ou tabela, por qualquer autoridade que nos convidou para o diálogo.

Devemos enfatizar que tais convites se fazem hoje realidade pela postura e presença da APRA nas mesas de negociação, junto com outras entidades civis e militares no segmento de segurança pública e até da educação do funcionalismo público estadual; pela presença marcante da APRA, por suas pontuações feitas na pessoa do vice-presidente da entidade na última reunião com o Sr. Secretário de Segurança Pública, que em nenhum momento falou sequer em possibilidade de melhora salarial, em valores com as entidades de classe da segurança pública do estado; deste modo pensamos que agora está se fazendo necessária a participação do Comando Geral junto as entidades e entendemos para sentir a profundidade dos problemas, mas também com o intuito de controlar as entidades mais de perto, para o que foi proposta de pronto uma agenda de encontros mensais em todo dia 06 de cada mês, para os quais a classe policial militar, deve ficar atenta sobre as deliberações.

Esperamos que esta vigilância seja positiva, que tenha o intuito de verificar a boa intenção de quem está envolvido nesta luta por igualdade de tratamento; igualdade que visa melhorar não apenas as questões salariais, mas também as questões de carreira e as questões disciplinares que ao longo da história se vislumbram diferenças de tratamento sobretudo em procedimentos que visam a exoneração do militar, onde existem exclusões sumárias para as praças e uma certa tolerância no trato com os oficiais, tanto para situações similares quanto para situações em que a falta da praça é inclusive menos grave; se tivermos uma postura legalista, segundo a qual o novo comandante se auto postula, vemos com esperança que estas diferenças serão eliminadas, assim ficaremos atentos as novas deliberações por parte de nosso novo Comandante como promessa de mudanças que visem justiça e exemplo pela igualdade nos tratamentos; afinal, a falta de uns deve ser tolerada em detrimento da falta de outros? O trato destas questões deve realmente ser diferente? Por qual motivo? O investimento em formação? Basta então, investir mais na formação das praças para tudo ficar igual! O exemplo deve ser dado como efeito “cascata” e repassado a tropa. Isto é ética fundamental que já deveria ser corrente na instituição e não ficar na dependência de um novo comando.

Voltando a questão salarial, lembramos que na última reposição salarial, a categoria dos Oficiais da PMPR, foi amplamente beneficiada em detrimento da classe das praças de polícia, na manipulação dos índices de diferença linear e de reajuste, fato que nos torna ainda mais vigilantes com as propostas de implantação do subsídio que virão.

Não permitiremos prejuízo às praças de forma alguma e estaremos repassando a todos os nossos associados à realidade dos fatos, para que juntos possamos ser contemplados com uma reposição salarial justa e sem enganações.

Gostaríamos de agradecer a postura sincera de nossos companheiros pelas críticas, elogios, idéias e sugestões que estamos recebendo, pois nos permite continuar aprendendo e reavaliando comportamentos e posturas frente a nossa árdua caminhada para caminharmos juntos no rumo certo para conseguirmos resgatar a dignidade e independência financeira de que é merecedor o Policial Militar.

Fonte:http://www.aprapr.org.br

Caos em Rondônia: Bancários pedem segurança


Com greve nas polícias, Sindicato dos Bancários pede por maior segurança nas agências
A iniciativa se deu após informações de que as cidades de Ariquemes e Buritis estão com um intenso clima de insegurança.

Após receber as notícias de que a Polícia Militar continua parada no Estado - mesmo com a Justiça decretando ilegal a greve – , que a Polícia Civil paralisou suas atividades por 24 horas e que uma onda de violência vem crescendo em Porto Velho e, principalmente, em cidades como Ariquemes e Buritis – onde a greve também acontece -, o Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO) encaminhou ofício às autoridades responsáveis exigindo uma imediata ação a fim de garantir a segurança dos trabalhadores bancários e dos clientes e usuários nas agências.

A confirmação foi dada pelo presidente do Sindicato, José Pinheiro, que declarou ainda que está tentando reunir os superintendentes dos principais bancos federais em Porto Velho (Caixa, Banco da Amazônia e Banco do Brasil), a fim de montar uma comissão representativa que busque, junto ao alto Comando da PM e junto à Secretaria Estadual de Segurança Pública, Defesa e Cidadania (Sesdec) uma ação efetiva que permita a segurança mínima dentro e fora das agências bancárias.

A iniciativa se deu após informações de que as cidades de Ariquemes e Buritis estão com um intenso clima de insegurança, já que o efetivo policial, que já não era ideal, agora está quase que totalmente parado. Em Porto Velho há informações de muitas tentativas de depredação e potenciais assaltos às unidades, especialmente nas zonas Leste e Sul da capital, áreas historicamente com maiores índices de criminalidade.



FONTE:Tudo Rondônia

GREVE DA PM EM RONDÔNIA: Multa a grevistas por ilegalidade do movimento pode chegar a R$ 200 por dia

A partir desta terça-feira as associações que estão à frente do movimento grevista da Polícia Militar (Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar – Assfapom – e Associação de Esposas, Pensionistas e Familiares de Policiais Militares e Bombeiros Militares – Assesfam) serão multadas em R$ 100 mil diários, caso prossigam com o movimento paredista.

Na tarde de segunda-feira (5) o juiz Francisco Prestelo reconsiderou a liminar dada no sábado, na qual havia concedido parcialmente o pedido do governo de decretação da ilegalidade da greve. Na reconsideração, o magistrado acolheu totalmente os pedidos para que a Polícia Militar mantenha em atividade normal todo o efetivo – em todo o Estado – e proíbe ainda “atos atentatórios ao patrimônio público como o esvaziamento de pneus de viaturas e aglomerações na entrada de batalhões, impedindo a execução das atividades policiais como a troca de plantões e saída de viaturas”.

Em caso de descumprimento da decisão, o juiz aplica multa diária “em valor não inferior a R$ 100 mil, até o julgamento final da ação”. O pedido de declaração da ilegalidade da greve foi feito com base no artigo 142, artigo 3º, inciso 4º, da Constituição Federal, onde diz que “ao militar são proibidas a sindicalização e a greve”.

Em sua decisão, o juiz Francisco Prestelo cita decisões transitadas em julgado pelo Supremo Tribunal Federal, as quais relativizam o direito de greve do servidor público a determinadas atividades, entre elas a do policial militar.

NEGOCIAÇÃO

O governo mantém a proposta de reajuste de 12,6% em três parcelas de 4,2%, mais o índice de reajuste linear que é dado anualmente a todos os servidores, que deve elevar o reajuste para a casa dos 20%. Entretanto, as associações que representam os grevistas e que insistem no índice de reajuste de 44% se retiraram da mesa de negociação.

Depois de tentar sem sucesso uma negociação para evitar a greve, ao longo da qual o governo expôs todos os números da arrecadação, os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e as possibilidades de reajuste, o governo decidiu endurecer com o movimento. O secretário de Estado da Segurança, Marcelo Bessa, disse que os dias parados serão descontados e o pagamento do mês bloqueado. Além disso, estuda a possibilidade de entrar com medidas cautelares individuais para punir os grevistas com multas diárias.

ADESÃO

O movimento que começou na manhã de sábado (3) com cerca de um terço dos policiais da capital, se estendeu para Ariquemes e Buritis na segunda-feira e chegou a Ji-Paraná e Guajará-Mirim nesta terça-feira (6). O governo vem monitorando tudo e pediu apoio da Força Nacional e do Exército para garantir os índices de violência e criminalidade sob controle.

A Força Nacional vai enviar 250 policiais, dos quais cerca de 100 já estão em Porto Velho, e o governo espera ainda o reforço de 500 homens do Exército, cuja pedido foi feito diretamente à presidente Dilma Roussef.


Fonte:http://www.ariquemesonline.com.br

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

GOVERNO ANUNCIA QUE SOLICITOU FORÇAS ARMADAS PARA CONTER BADERNA LIDERADA PELA ASSFAPOM

O Governo de Rondônia anunciou que irá reagir com rigor para retomar o comando dos batalhões tomados pela manhã por esposas de policiais militares lideradas pela Associação dos Familiares e de Policiais Militares (Assfapom) com o apoio de alguns soldados, que proíbem a imprensa de se aproximar dos locais. O acesso ao 1º e 5º BPM está proibido até mesmo a populares. Viaturas tiveram os pneus esvaziados e cortados. À frente do movimento aparece Ada Dantas, vice-presidente da Assfapom e esposa de Jesuino Silva Boabaid, soldado que já esteve preso por liderar manifestações proibidas pela Constituição Federal.

A paralisação iniciada pela manhã é coordenada somente pela Assfapom. Outras seis entidades de defesa de militares e bombeiros emitiram nota protestando ao movimento grevista que atrapalha negociações com o Governo.

Em nota, o Governo informa que já fez pedido de apoio para debelar o movimento a Força Nacional de Segurança e Forças Armadas. Confira:

A Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) do Estado de Rondônia e o Comando Geral da Polícia Militar vem a público esclarecer que na manhã de hoje, um grupo de pessoas denominadas “Comissão de Esposas” com apoio de uma associação fechou os portões do 1º e 5º Batalhões da Polícia Militar, na capital. O grupo também praticou atos de vandalismo esvaziando pneus de viaturas, objetivando impedir o serviço de policiamento, sem se importar com a segurança da comunidade.

O movimento está localizado na Capital, apenas nos dois batalhões. A principal reivindicação apresentada é um aumento salarial de 44% e anistia administrativa, cujo principal interesse é livrar o presidente da associação manifestante das sanções administrativas da corporação, por atos cometidos que atentam aos princípios da administração pública.

Estava previsto para a tarde de hoje, às 16hs, no Comando Geral da Polícia Militar, uma reunião entre o exmo. Governador Confúcio Moura e as associações representativas da Polícia Militar que vinham negociando o reajuste salarial, posto que, já havia um acordo fechado que seria formalizado nesta oportunidade. A associação que ora realiza o movimento, havia se retirado das negociações e agora de maneira truculenta e irresponsável, mais uma vez fomenta a desordem e não se preocupa com os militares e especialmente a sociedade.

A Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) e o Comando Geral da Polícia Militar, estão adotando todas as medidas judiciais e administrativas necessárias, para garantir a continuidade do policiamento na capital por meio da integração das forças públicas, já tendo solicitado o apoio da Força Nacional e Forças Armadas.

A Sesdec conclama os policiais militares para que o senso de dever, amor ao próximo e respeito à farda e a comunidade, norteiem suas decisões neste momento, reiterando nosso compromisso com a valorização do profissional de Segurança Pública, de maneira planejada e democrática, pois não se pode recuperar toda a defasagem de estrutura, pessoal e remuneração, apenas no primeiro ano de gestão.

Fonte: http://www.rondoniagora.com

NOVA PARALISAÇÃO FECHA BATALHÕES DA PM NA CAPITAL EM RO

O movimento de esposas de policiais militares fechou os portões dos batalhões em Porto Velho e anunciam que a paralisação também atinge algumas localidades do interior. Elas protestam contra o possível anúncio de proposta de reajuste da ordem de 13,5% divididos em 4 parcelas até o mês de abril de 2013. Elas exigem 44% de perdas salariais e a anistia administrativa pelo movimento grevista no começo e meio do ano.

Fonte:http://www.rondoniagora.com

domingo, 4 de dezembro de 2011

Governo busca consenso para votar a DRU

Líderes tentam convencer oposição a votar no Senado PEC que libera governo para gastar R$ 62 bilhões livremente. Recursos para saúde e liberação de emendas estão em jogo


Os próximos dias no Congresso devem ser de conversas, articulações e poucas votações nos plenários das duas Casas. Líderes governistas vão tentar superar o bloqueio da oposição para colocar em pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 61/11, que prorroga a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até 31 de dezembro de 2015. O mecanismo permite que o governo use livremente R$ 62 bilhões no próximo ano de todos os recursos federais.

Oposicionistas buscam junto à base governista dissidentes para apoiar a apresentação de três emendas com propostas de alteração ao texto.

Segundo interlocutores da oposição, as emendas já possuem 26 assinaturas de apoio. Até a próxima semana, o objetivo da oposição é garantir pelo menos 31 assinaturas. De acordo com o regimento da Casa, são necessárias 27 assinaturas para protocolar uma emenda junto à mesa diretora.

Para liberar a votação da DRU, a oposição quer mais recursos para a área da saúde. Isto viria com a votação da regulamentação da Emenda 29, que garante a distribuiçao de 10% das rendas federais para a área. O governo, no entanto, não concorda com a proposta. Líderes afirmam que para viabilizar a Emenda, seriam necessários mais R$ 32 bilhões. Em tempos de crise financeira internacional, argumentam governistas, não é possível liberar mais dinheiro para a saúde.

Ideli tenta novo acordo para votar a DRU

Não é apenas a oposição que o governo tenta convencer a votar a DRU. Integrantes da base aliada querem mais liberação de emendas e já acenam com reivindicações para o próximo ano. Em especial, cargos em ministérios com a proximidade da reforma no primeiro escalão da presidenta Dilma Rousseff. Na semana passada, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), chegou a colocar em votação a regulamentação da Emenda 29 como forma de protesto pela falta de interlocução com o Palácio do Planalto.

Sarney dá susto no governo e DRU é adiada novamente

As dificuldades que o governo enfrenta no Senado ocorreram antes na Câmara. De acordo com o jornal Valor Econômico, para conseguir aprovar a proposta de emenda constitucional que prorroga a Desvinculação das Receitas da União (DRU), Dilma promoveu a maior abertura do caixa da União em dez meses de tenso relacionamento com o Congresso. Somente em outubro, o empenho (compromisso de pagamento) das emendas parlamentares do orçamento de 2011 foi de R$ 275,4 milhões – 65% do montante total liberado em 2011, que alcançou R$ 422 milhões.

Corrida para votar a DRU até 22 de novembroVotação da DRU começa após liberação de emendas

Prazo

Para não atrapalhar ainda mais a votação da DRU no Senado, o governo desistiu de votar duas medidas provisórias que perdem a validade neste mês. A primeira é a MP 542/11, que modifica o limite de três parques nacionais. Ela tem validade até a próxima sexta-feira. A outra é a MP 543/11, que autoriza o Tesouro Nacional a subvencionar, com até R$ 500 milhões, as operações de crédito feitas pelas instituições financeiras com microempreendedores. “Elas perderão a eficácia, serão reeditadas e as votaremos no próximo ano”, disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Caso elas fossem aprovadas pela Câmara, imediatamente passariam a trancar a pauta do Senado. Desta forma, atrapalhariam ainda mais os planos do governo em aprovar a prorrogação da DRU. De acordo com Vaccarezza, a prioridade do Executivo é colocar para os deputados votarem os projetos que aumenta a cota brasileira no FMI de 1,78% para 2,13% e o que cria a Fundação de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp), previsto no Projeto de Lei 1992/07.

Fonte:http://congressoemfoco.uol.com.br