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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Termina 1º dia de julgamento sobre morte de casal


Terminou por volta das 22h, deta quarta-feira (3), o primeiro dia de julgamento dos acusados de planejar e executar o casal de extrativista José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, em maio de 2011. Os trabalhos retornam amanhã (4), às 9h. Os jurados foram levados para um hotel próximo do tribunal, onde não terão contato com ninguém. José Rodrigues Moreira foi o primeiro a sentar no banco dos réus. Lindonjonson Silva foi ouvido em seguida. Ele se manteve de cabeça baixa a maior parte do tempo.

Alberto Lopes, o terceiro acusado, foi o último a ser ouvido. Ele negou a participação no crime. À tarde, Lindonjonson foi reconhecido por uma testemunha como um dos responsáveis por executar as vítimas.

MANIFESTAÇÃO

Cerca de 300 manifestantes e observadores internacionais ligados aos direitos humanos se revezavam no salão de julgamento, que tem capacidade para apenas 80 pessoas. O juiz Murilo Lemos Simão, que preside o júri, proibiu filmagens, fotografias e gravações de áudio dentro do local. A promotoria vai pedir a condenação do trio a pena máxima por homicídio triplamente qualificado, que envolveu motivo torpe, cruel - já que uma das orelhas de José Cláudio foi cortada - e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das vítimas, referindo-se à emboscada.

A promotoria sustenta que o crime foi planejado e executado com frieza. Além disso, haveria provas periciais e testemunhais, inclusive com o retrato falado do criminoso, que levam à conclusão da participação do trio no crime. A primeira testemunha de acusação a ser ouvida foi a irmã de Maria do Espírito Santo, Laisa Santos Sampaio, que denunciou que a cartorária identificada por Neuza Santos que pertence a uma família bastante conhecida na região por ser dona de cartório, montou um sistema de grilagem de terra.

Disse que Neuza teria usado várias pessoas como "laranjas" e que uma delas era o acusado de ter planejado a morte dos extrativistas, José Rodrigues Moreira que chegou a comprar lotes de terra por R$ 100 mil reais. A mulher de Moreira chegou a receber um documento do Incra, dizendo que ela tinha a posse do lote que provocou o crime, mas o órgão federal desfez a transação, alegando que havia cometido um "equívoco".

FALSO TESTEMUNHO

Uma testemunha de defesa dos acusados foi acusado de falso testemunho pela promotora Ana Maria Magalhães. Ela entendeu que Jouza Pereira estava mentido em seu depoimento e pediu ao o juiz para tirar a testemunha do julgamento. Ela foi levada para uma sala e liberada em seguida.
A promotora informou que, ao final do julgamento, vai levá-la a ser julgada pelo júri pelo crime de falso testemunho.
O julgamento tem previsão de ser encerrado na noite desta quinta-feira (4).

(Antonio Santos/DOL, com informações do repórter Ednaldo Sousa/Diário do Pará – Sucursal Marabá e da Agência Estado)

Fonte: http://www.diarioonline.com.br

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