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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PM é acusado de ser golpista

O cabo da Polícia Militar Oberdam Silva Costa, lotado no município de Soure, no Marajó, e Leila do Socorro Macedo foram presos, por volta das 12h de ontem, em flagrante, quando recebiam, indevidamente, parte do dinheiro do “Seguro Defeso” de quatro pescadores do nordeste paraense. O casal estava na porta da agência da Caixa Econômica Federal, da avenida Presidente Vargas, quando “a casa caiu”. Eles foram abordados por militares do serviço de policiamento velado. Com o casal foi encontrado o valor de R$ 4.735,00 pertencentes às vítimas.
A prisão foi feita graças à denúncia da sobrinha de uma das vítimas. “Eu não aguentava mais vê-los sendo explorados por essas pessoas. Esse dinheiro pertence aos pescadores”, disse a estudante, que não quis ter a identidade revelada.
Segundo as vítimas, os membros da quadrilha iam às casas dos pescadores oferecer ajuda para sacar um dinheiro que seria de um seguro que eles teriam direito. Para isso, as vítimas entregavam todos os documentos. Os golpistas cadastravam os pescadores no programa do governo federal “Seguro Defeso”, que beneficia os pescadores durante o período de proibição da pesca no Pará. O valor é de R$ 1.900,00. Em troca dessa “ajuda” para conseguir o dinheiro, os golpistas pediam parte do dinheiro.
No dia da prisão, assim como acontecia todos os meses, os golpistas alugaram uma van que apanhou os beneficiários no terminal rodoviário de Belém e os levou para o banco. O dinheiro era entregue para os golpistas na porta da agência. “Eles pediam todo o dinheiro e, depois de retirar a parte deles, davam quanto queriam para gente”, contou uma das vitimas.
O pescador Alacide do Nascimento contou como foi a abordagem feita pelo policial Oberdam. “Quando saí, ele foi até mim e disse para eu passar o dinheiro. Eu dei R$ 1.000,00 e ele disse que eu tinha mais. Eu entreguei os R$ 900, foi quando o policial se aproximou dele e ele ainda tentou me devolver o meu dinheiro dizendo que não era nada”, relatou.
A dupla foi levada para a sede da Polícia Federal, onde o caso está sendo investigado pelo delegado Marco Aurélio.
FALSOS SINDICALISTAS
Para alguns pescadores, os golpistas até se apresentavam como sendo do Sindicato dos Pescadores do Pará, como foi o caso de Leila. “Ela disse que era sindicalista e que ia nos ajudar com o benefício”, disse uma das vítimas que não quis ser identificada.
Leila teria dito que o cadastramento era feito por uma amiga que ajudava os pobres. Para a polícia, a golpista disse que era empregada doméstica e que nunca tinha visto os pescadores.
Fonte:http://diariodopara.diarioonline.com.br

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